Algarve: Ministério Público averigua agressões entre militares da GNR e seguranças do Manta Beach Club
10 de ago. de 2008, 13:04
— Lusa / AO online
Dois militares da Brigada Fiscal da GNR tiveram que receber tratamento a ferimentos ligeiros resultantes da luta, adiantou o major Silvestre Fernandes, da Brigada Fiscal GNR de Vila Real de Santo António.
Um desses militares apresentava ferimentos na cabeça, alegadamente provocados por um bastão extensível empunhado por um segurança, e teve que ser suturado, disse a mesma fonte, referindo que os homens da segurança eram em número superior aos militares.
Aberto desde o início desta época balnear, o espaço Manta Beach Club, propriedade da astróloga Maia, tem sido alvo de várias queixas de residentes e veraneantes da zona, que se queixam do ruído provocado pelo bar, e já foi visitados pelas autoridades policiais, que levantaram coimas.
Os cinco militares da GNR envolvidos nos incidentes, que não se encontravam de serviço, entraram em discussão com os seguranças do Manta Beach Club por razões não divulgadas, e acabaram por se envolver em confrontos físicos com os seguranças do espaço, em maior número, disse o graduado.
“Na noite sábado entraram no Ministério Público de Vila Real de Santo António os autos de notícia referentes a este incidente, interpostos pela Brigada Fiscal”, acrescentou, escusando-se a fazer declarações sobre quem iniciou os desacatos ou o que esteve na sua origem.
As agressões terão envolvido ainda um responsável da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, que se queixa de ter sido socado por um militar da Brigada Fiscal.
Entretanto, na noite de sexta-feira, o clube nocturno foi visitado por uma equipa constituída por várias autoridades – entre as quais a Brigada Fiscal – que levantou nove autos por causas diversas, entre as quais a falta de livro de reclamações, ausência de placa de proibição de venda de álcool a menores e falta de carteira profissional de alguns seguranças.
As Finanças levantaram dois autos e fizeram seis notificações enquanto a Inspecção Geral das Actividades Culturais identificou violações aos direitos de autor.
A acção, montada 24 horas depois dos desacatos, “não teve nada a ver” com o incidente da véspera, segundo garantiu à Lusa o major da Brigada Fiscal de Vila Real de Santo António.
A operação foi montada pelo grupo territorial da GNR, em colaboração, e com a Autoridade para a Segurança Alimentar e Económica (ASAE), a Brigada Fiscal e a Inspecção-geral das Actividades Culturais.