Alemanha vai formar tripulações ucranianas para carros de combate ‘Leopard 2’

Ucrânia

12 de fev. de 2023, 11:18 — Lusa /AO Online

Segundo a revista alemã, os primeiros militares a receber formação já se encontram na Alemanha e parte deles vem da frente de batalha, perto da cidade de Bakhmut.O exército alemão organizou um programa de instrução acelerado em que os soldados aprendem as bases fundamentais do uso dos ‘Leopard 2’ e as possibilidades de combinar a ação com a dos blindados de defesa ‘Marder’.Também em Munster, os soldados ucranianos já estão a receber instrução no uso dos ‘Marder’.A instrução acelerada transmitirá apenas o essencial, uma vez que o treino no uso dos carros de combate ‘Leopard 2’ dura vários anos.Segundo os planos do exército alemão, os militares deverão regressar à frente de combate, já com a instrução feita e com os carros de combate em fins de março.Segundo a Der Spiegel, desde o início da guerra, 1.500 soldados ucranianos receberam instrução na Alemanha sobre o uso de sistemas de defesa antiaérea, dos blindados de defesa ‘Marder’ ou dos morteiros ‘Panzerhaubitze 2000’. Em 25 de janeiro, o Governo alemão definiu a disponibilização de 14 dos seus 62 ‘Leopard 2’, enquanto mais carros de combate serão fornecidos por outros aliados.A guerra resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia em 24 de fevereiro causou até agora a fuga de mais de 14 milhões de pessoas – 6,5 milhões de deslocados internos e mais de oito milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).Neste momento, pelo menos 17,7 milhões de ucranianos precisam de ajuda humanitária e 9,3 milhões necessitam de ajuda alimentar e alojamento.A invasão, justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de “desnazificar” e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia, foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para Kiev e com a imposição de sanções políticas e económicas a Moscovo.A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 7.155 civis mortos e 11.662 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.