Alemanha, Países Baixos e Polónia anunciam corredor militar europeu
31 de jan. de 2024, 19:06
— Lusa
O alto-representante da UE para a
Política de Segurança, Josep Borrell, insistiu na ideia na terça-feira e
hoje os três país – dois no 'coração' do bloco comunitário e um dos
mais próximos da Rússia – anunciaram o acordo, em estreita colaboração
com a UE e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO).“É
necessário um espaço Schengen militar para transportar soldados e
equipamentos militares com rapidez e eficácia”, disse a ministra da
Defesa dos Países Baixos, Kajsa Ollongren, em Bruxelas, depois de
anunciada a parceria com Berlim e Varsóvia.O reforço da UE na área da Defesa é um dos assuntos da reunião informal de hoje dos ministros com esta pasta.A Alemanha vai ser o ponto logístico desta parceria tripartida.A
União Europeia voltou a abordar a questão de uma aliança de Defesa e
segurança europeia, em cooperação com a NATO, mas independente, desde
que a Rússia invadiu a Ucrânia, em 24 de fevereiro de 2024.O principal problema dos 27 é recuperar de décadas de desinvestimento nesta área.A
Aliança Atlântica, que a maioria dos países que também estão na UE,
estabeleceu como objetivo mínimo 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em
Defesa, mas vários países continuam abaixo, como Portugal.Em simultâneo, a UE está confrontada com a incapacidade de entregar munições de artilharia à Ucrânia em tempo útil.A
entrega de um milhão de munições de 155 milímetros, anunciada há
praticamente um ano e com prazo até ao final de março de 2024, falhou e
quaisquer encomendas feitas entretanto só chegarão ao território
ucraniano em 2025. Josep Borrell tinha
alertado que os 27 têm de assegurar que não há fronteiras encerradas na
eventualidade de um conflito em território da UE e que era necessário
contemplar um cenário em que os militares são transportados rapidamente
de um lado do bloco comunitário para o outro.Para isso era necessário perceber os melhores acessos para transportar soldados e equipamentos e reforçar as infraestruturas.