Alemanha mantém novos casos diários acima de 1.500
Covid-19
27 de ago. de 2020, 12:44
— Lusa/AO Online
Segundo o Instituto
Robert Koch, nas últimas 24 horas foram diagnosticados 1.507 novos casos
de infeção pelo novo coronavírus, uma ligeira descida em relação a
quarta-feira (1.576), mas significativa em relação aos números de sábado
(2.034), dia em que se atingiu um recorde inédito desde finais de
abril.No mesmo período ocorreram cinco mortes.O
pico máximo da pandemia na Alemanha ocorreu entre finais de março e
abril, quando chegaram a registar-se 6.000 novos casos por dia.Em
finais de junho, os novos casos andavam na ordem dos 350 por dia,
começando a aumentar para 800 a 950 em julho e ultrapassando os 1.000 no
princípio de agosto.Desde o primeiro caso no país, em janeiro, a Alemanha totaliza 237.936 casos e 9.285 mortes associadas à covid-19.A
chanceler alemã, Angela Merkel, convocou para hoje uma reunião por
videoconferência com os líderes dos 16 estados federados, competentes em
matéria de saúde, para debater medidas comuns a adotar para travar a
propagação do vírus.Por todo o país, os
alunos estão a regressar às escolas de forma escalonada, como é prática
do sistema federal, com 10 estados a recomeçar as aulas entre julho e
princípio de agosto e os restantes em setembro, entre os quais a
Baviera, segundo estado mais afetado pela pandemia, depois da Renânia do
Norte-Vestefália.Segundo a análise do
Instituto Robert Koch, entidade responsável pela prevenção e controlo de
doenças na Alemanha, o regresso às aulas não é o principal fator que
explica o ressurgimento de altos níveis de contágio, mas antes os
encontros familiares, atos religiosos, festas e férias no estrangeiro.Entre
as medidas que deverão ser analisadas na reunião de hoje figuram o
prolongamento até janeiro da proibição de grandes eventos públicos,
inicialmente prevista até outubro, e a imposição de multas até 500 euros
a quem não respeite a obrigatoriedade de uso de máscara nos transportes
públicos e estabelecimentos comerciais.As reuniões familiares deverão ser limitadas a um máximo de 25 pessoas.O
Governo alemão deverá por outro lado manter a recomendação de não
viajar para 160 países, entre os quais alguns membros da União Europeia
(UE), como Espanha, com exceção das Canárias, e regiões de França,
Bélgica, Bulgária, Croácia e Roménia.Estes
destinos são considerados “zonas de risco” pelas autoridades alemãs, o
que obriga os turistas que regressam de férias a submeter-se a um teste
obrigatório e a uma quarentena.