Alemanha diz que limitação do preço do gás só funcionará com parceiros externos
20 de out. de 2022, 11:38
— Lusa/AO Online
Estabelecer um preço
máximo "traz sempre o risco de que os produtores vendam o seu gás em
outro lugar, e que nós, europeus, acabemos com menos gás em vez de
mais", afirmou hoje Olaf Scholz ao Parlamento do país (Bundestag), antes
de uma cimeira europeia em Bruxelas. "É
por isso que a UE precisa se coordenar estreitamente com outros
consumidores de gás, por exemplo, Japão e Coreia, para não ocorrer uma
competição entre si", sublinhou.Várias
propostas da Comissão Europeia (CE) para reduzir os preços da energia
serão discutidas entre hoje e sexta-feira numa cimeira europeia de
chefes de Estado e de Governo em Bruxelas.Quinze Estados, incluindo a França, pediram um teto para as importações de gás europeu no início de outubro.
Entretanto, Berlim se opõe ferozmente a isso, temendo agravar as
tensões de fornecimento de gás natural liquefeito (GNL) em um mercado
mundial tenso, assim como os países da Europa Central [Áustria,
Hungria], que ainda são dependentes dos hidrocarbonetos russos e temem
que Moscovo encerre completamente o fornecimento.Olaf
Scholz, por outro lado, saudou, perante os deputados alemães, as
propostas da Comissão Europeia “visando criar grupos de compra de
empresas europeias para comprar gás em comum”.O chanceler renovou o seu apelo aos países produtores para que ajam para limitar o aumento dos preços. "Estou
convencido de que países como Estados Unidos, Canadá ou Noruega, que se
solidarizam com a Ucrânia, têm interesse que a energia não se torne
inacessível na Europa”, disse."Putin
também usa a energia como arma", reafirmou, mas o líder alemão assegurou
que isso não prejudicou a determinação dos Ocidentais de apoiar a
Ucrânia.