Alegações finais da repetição do julgamento de insolvência da Azores Parque realizam-se hoje
17 de abr. de 2023, 05:56
— Lusa/AO Online
As
alegações finais deste processo iniciam-se pelas 0h00 locais, no Tribunal Judicial de Ponta Delgada, com a intervenção do
Ministério Público, seguindo-se as intervenções das defesas, indicou à
Lusa fonte ligada ao processo.O caso já tinha
sido julgado, mas voltou aos tribunais em novembro de 2022 depois de o
Tribunal da Relação de Lisboa ter decidido “julgar procedente o recurso”
interposto pela advogada de defesa de Carlos Silveira, administrador de
direito da Azores Parque e um dos dois condenados no processo,
determinando a citação de Rui Cordeiro, ex-presidente do Santa Clara, e
"a sua afetação no incidente de insolvência culposa".No primeiro julgamento, o ex-presidente do Santa Clara foi ouvido na condição de testemunha.Na
sentença de primeira instância, o tribunal concluiu o “caráter culposo
da insolvência” da Azores Parque, com “afetação pessoal” de Carlos
Silveira e Khaled Saleh, também antigo administrador da empresa.À
data dos factos – 2019 – a presidência da Câmara Municipal de Ponta
Delgada era ocupada pelo atual presidente do Governo Regional dos
Açores, José Manuel Bolieiro (PSD).A
sentença de primeira instância, proferida a 19 de abril de 2021, ilibou
Bolieiro, a antiga presidente da Câmara Municipal Maria José Duarte e
Humberto Melo, que era, então, vice-presidente da autarquia, de
insolvência culposa.A venda da empresa foi
aprovada em Assembleia Municipal, em novembro de 2018, e oficializada
em março de 2019, altura em que a sociedade comercial Alixir Capital
comprou 102 mil ações, com um valor nominal de cinco euros cada,
perfazendo um total de 510 mil euros, mas que foram adquiridas por 500
euros.Em oito meses, a Azores Parque
alienou vários imóveis por 705 mil euros, mas retirou todo o dinheiro
das contas bancárias antes de ser declarada insolvente.