Albuquerque satisfeito com solução encontrada para voto de eleitores isolados
Legislativas
20 de jan. de 2022, 12:59
— Lusa/AO Online
“Ainda
bem que esta situação está resolvida. É uma situação que me preocupava
porque era preciso conciliar o exercício do direito de voto com as
condições sanitárias”, afirmou Miguel Albuquerque, questionado pelos
jornalistas à margem da apresentação de um projeto na freguesia de São
Vicente, no norte da ilha.“Acho que temos
condições para fazê-lo e é importante as pessoas irem votar. Umas
eleições como estas são importantes para o futuro do país”, defendeu o
presidente do governo madeirense, de coligação PSD/CDS-PP.Miguel
Albuquerque sublinhou que agora é necessário “organizar a logística
para garantir que as pessoas que estão nas mesas de voto podem estar
nessas mesas em condições de segurança sanitária, sem risco de
contaminação”.“E, por outro lado, [é
preciso garantir] que os horários são devidamente divulgados para as
pessoas que estão em confinamento poderem fazer em segurança o exercício
do voto”, acrescentou. Os eleitores que
se encontrem em isolamento devido à Covid-19 podem sair de casa para
votar no dia 30 de janeiro, anunciou a ministra da Administração
Interna, adiantando que o Governo recomendará uma hora específica."O período mais adequado será, provavelmente, a última hora, entre as seis [da tarde] e as sete", declarou Francisca Van Dunem.A
decisão do Governo surge após ter chegado ao Ministério da
Administração Interna o parecer do conselho consultivo da
Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre o voto dos eleitores em
isolamento nas eleições legislativas antecipadas.Interrogado
sobre quantas pessoas sairão do isolamento para votar na Madeira,
Miguel Albuquerque referiu não ter qualquer estimativa. Já
relativamente à possibilidade de o voto ser recolhido em casa das
pessoas em isolamento devido à Covid-19, o chefe do executivo insular e
presidente do PSD/Madeira disse considerar mais adequada a solução
encontrada pelo Governo central e hoje divulgada.O governante recordou ainda que é defensor da adoção do voto digital. “Acho
que isso se consegue fazer e era bom que se começasse a trabalhar
nisso”, apontou, defendendo que com as novas tecnologias há condições
para fazê-lo.