Albuquerque (PSD) e Cafôfo (PS) confiantes na vitória nas eleições regionais na Madeira
2019
19 de dez. de 2018, 09:30
— Lusa/AO Online
"Estou francamente
otimista em relação às eleições regionais e vamos para ganhar", afirmou
à agência Lusa Miguel Albuquerque, atual chefe do executivo regional,
considerando que, no caso de o PSD perder a maioria absoluta (atualmente
conta com 24 deputados num total de 47), encontrará sempre "soluções no
quadro parlamentar". Paulo
Cafôfo realça, por seu lado, que está "perfeitamente habituado" a
trabalhar em coligação, já que em 2013 derrotou o PSD na Câmara
Municipal do Funchal, após cerca de 40 anos de governação ininterrupta,
como cabeça de lista da Mudança (PS/BE/PTP/MPT/PAN/PND) e depois, em
2017, foi reeleito pela Confiança (PS/BE/JPP/PDR/Nós, Cidadãos!)."Eu
diria que sou a pessoa com maior experiência e com maior preparação
para enfrentar esse desafio de fazer a democracia acontecer, porque a
maioria faz-se não de absolutismos, mas de uma postura de negociação e
de compromisso", afirmou, sublinhando que 2019 ficará na "história da
região" e será o ano político "mais importante" após o 25 de Abril de
1974. Paulo
Cafôfo, que concorre como independente nas listas do PS, assegura, no
entanto, que avança sozinho e considera a possibilidade de coligação
apenas em contexto pós-eleitoral.Sondagens
divulgadas pela imprensa regional nos últimos meses mostram um
equilíbrio entre os dois principais candidatos, indicando ora a vitória
de um, ora a do outro, mas sempre sem maioria absoluta, característica
inédita em eleições para o Governo Regional da Madeira.Miguel
Albuquerque considera, no entanto, que "uma coisa é falar, outra é
chegar ao dia das eleições", e sublinha que o PSD é o "baluarte" da
defesa da autonomia política contra o "projeto centralista de Lisboa",
que diz atuar na Madeira através da "delegação" local do
socialismo/bloquismo."Eu
parto confiante [que vou ganhar], mas com a devida humildade. Temos de
explicar às pessoas qual é a importância de o PSD continuar a liderar os
destinos da região para salvaguarda da autonomia política e da
liberdade", disse.Albuquerque
substituiu o histórico Alberto João Jardim na liderança do executivo
regional em 2015 e, agora, considera importante explicar à população
quais têm sido as "políticas positivas" do governo, ao mesmo tempo que
pretende continuar a "denunciar a fraude" que é a oposição.Do
outro lado, Paulo Cafôfo fala de um "novo ciclo que se perspetiva" e de
uma "nova geração de políticas", prometendo "outro olhar sobre os
problemas" e garantindo que haverá mais soluções e menos desculpas. "Continuarei
a fazer política pela positiva. É importante projetar uma mudança na
região, elencando problemas e apontado caminhos para o futuro,
envolvendo as pessoas", disse, realçando que o seu modelo assenta em
três áreas "claramente definidas": educação, economia e saúde. Já Miguel Albuquerque insiste em que o PSD/Madeira cumpriu "todos os seus objetivos e os compromissos com a população". "Temos
crescimento económico, temos mais e melhor emprego, temos investimento
privado, temos mais proteção, apoio e coesão social, temos menos
impostos, temos mais rendimento disponível para as famílias, temos
melhor educação, mais investimento público e melhor saúde, temos mais
ciência, mais inovação, mais cultura e mais investigação", indicou.