Albuquerque diz não acreditar Madeira seja usada para contornar restrições às viagens
Covid-19
2 de fev. de 2021, 18:43
— Lusa/AO Online
"Acho que isso não vai acontecer", disse o
governante madeirense, à margem de uma visita à empresa Maurílio Caires
Informática, no Funchal, depois de questionado se os aeroportos da
Madeira e do Porto Santo não poderão ser usados pelos portugueses como
plataforma para contornar as medidas previstas no novo estado de
emergência.Miguel Albuquerque lembrou, a
propósito, que o controlo de pessoas nas fronteiras e a possibilidade de
suspensão de voos, prevista no novo estado de emergência decretado
devido à pandemia de Covid-19, não se aplicam na região autónoma."Não
fazia qualquer sentido fechar as fronteiras, até porque corríamos o
risco de ficar com o Porto Santo isolado, porque o avião que faz a
operação para o Porto Santo [da companhia espanhola Binter] tem de ir as
Canárias", explicou, insistindo que o arquipélago “não pode ter” os
aeroportos fechados.A 28 de janeiro, o
Conselho de Ministros decidiu limitar as deslocações para fora do
território continental, por qualquer meio de transporte, e repor o
controlo nas fronteiras terrestre, no âmbito das medidas que
regulamentam o estado de emergência, que entrou em vigor no domingo e se
prolonga até 14 de fevereiro.A
possibilidade de suspensão de voos e de determinação de confinamento de
passageiros à chegada, quando a situação epidemiológica assim o
justificar, foram outras das medidas aprovadas pelo Governo.Na
sexta-feira, o Governo Regional da Madeira esclareceu que o controlo
das fronteiras e a possibilidade de se suspenderem voos, no âmbito do
novo estado de emergência, não irão afetar a ligação aérea entre a
Madeira e o Porto Santo."Falei com o
senhor ministro [da Administração Interna] Eduardo Cabrita porque
tínhamos aqui um problema com o fecho de fronteiras, relativamente a
Espanha, porque corríamos o risco de a operação aérea para o Porto Santo
ficar bloqueada", disse na altura Miguel Albuquerque.Ainda
segundo o presidente do Governo Regional, Eduardo Cabrita terá dito que
isso tinha sido levado em linha de conta “e, obviamente, não abarca o
território da Madeira".