Albuquerque considera desnecessário aplicar medidas definidas no continente
Covid-19
2 de dez. de 2021, 17:02
— LUSA/AO Online
“A testagem tem sido um sucesso, apesar de
muitas vezes haver alguns constrangimentos, sobretudo em algumas horas
nos postos de testagem. Mas estamos a aumentar os postos de testagem”,
afirmou Miguel Albuquerque aos jornalistas à margem de uma visita a uma
empresa de comercialização e distribuição de medicamentos de uso humano e
veterinário e dispositivos médicos, no Funchal.Questionado
sobre a possibilidade de o Governo Regional adotar na Madeira os
procedimentos de estado de calamidade adotados pelo Governo da
República, Albuquerque afirmou: “Não vale a pena alterar a nossa
resolução, tem corrido bem assim […] As pessoas têm cumprido, usado a
máscara, feito procedimentos.”“Penso que
se seguirmos este caminho vamos conseguir realizar o Natal e o fim do
ano sem termos de fechar a economia”, sublinhou o chefe do executivo, de
coligação PSD/CDS.O governante argumentou
que serão visíveis “os resultados deste esforço que tem sido feito e da
colaboração de todos os madeirenses e porto-santenses” no cumprimentos
das decisões do Conselho do Governo da Madeira.Desde
27 de novembro, segundo uma resolução do executivo madeirense, pode ser
exigido na região teste antigénio negativo, com validade semanal, em
alguns casos cumulativamente com certificado de vacinação contra a
covid-19, para acesso a vários espaços abertos e fechados, como
restaurantes e ginásios.“Acho que as
coisas têm corrido muito bem”, opinou Albuquerque, acrescentando que os
procedimentos em vigor “podem ser adotados ao nível do estado de
emergência” e que é desnecessário “estar sempre a alterar as coisas”.Sobre
a não obrigatoriedade de testagem nos aeroportos para os viajantes que
tenham comprovativo de vacinação, Miguel Albuquerque salientou que,
sendo a Madeira uma região turística, “90% dos visitantes chegam
vacinados”.Isto “significa que a Madeira tem uma capacidade de absorção calorosa dessas pessoas que movimentam a economia”, enfatizou.“A
nossa prática ao longo de quase dois anos tem sido a de que fazer a
testagem interna, que não traz qualquer problema, nem qualquer encargo”,
disse.O governante apontou que qualquer
visitante que permaneça na região mais de cinco dias acaba por ter de
“fazer a testagem na mesma”.Em território
continental, o Governo decretou a obrigatoriedade de apresentar um teste
negativo, mesmo para os vacinados, mas os passageiros provenientes das
regiões autónomas estão excluídos da medida. Os
passageiros que cheguem ao arquipélago com certificado de vacinação não
precisam de apresentar teste à Covid-19, apesar de o poderem fazer caso
queiram, uma medida que o Governo Regional disse que iria manter.Segundo
o social-democrata, “foi um ativo em termos de captação de turismo a
circunstância de a região ter atravessado até agora a pandemia com uma
imagem extremamente positiva nos mercados emissores”, o que contribuiu
para os meses entre julho e outubro registarem “uma afluência de
turistas que há muitos anos não via”.“Esse
ativo, essa forma que nós temos de projetar esta imagem positiva da
Madeira é extremamente importante”, declarou hoje, indicando que “é uma
forma de atrair turistas”, algo que não aconteceria se a região “não
tiver um procedimento em consonância com aquilo que é a forma de
receber” os seus visitantes.Albuquerque sustentou que “mais vale gastar o dinheiro nos testes do que em campanhas de milhões e milhões”.Por
outro lado, admitiu estar “preocupado” com o aumento dos óbitos devido à Covid-19 na Madeira (107 mortes desde o início da pandemia),
reafirmando, porém, que alguns dos casos foram relativos a pessoas não
vacinadas e que a maioria morreu devido a comorbilidades associadas.“Felizmente
as pessoas têm ido vacinar-se, já perceberam que se não se vacinarem
têm um conjunto de vulnerabilidades mais acentuadas”, realçou.Os
mais recentes dados, divulgados na quarta-feira pela Direção Regional
de Saúde (DRS), indicam que a Madeira registou mais duas mortes e 73
novos casos, com um total de 767 infeções ativas.