Albuquerque concorda com alertas do Presidente da República sobre subsídio de mobilidade
Hoje 16:40
— Lusa/AO Online
Albuquerque,
que falava aos jornalistas à margem de uma visita a um ginásio em
Machico, na zona leste da Madeira, admitiu que a eliminação do teto
máximo no custo elegível das passagens aéreas poderá levar ao aumento do
preço das viagens.“Essa é a grande questão. Sem o teto, poderá acontecer isso”, afirmou. O
Presidente da República promulgou o decreto-lei que define o novo
modelo para a atribuição do subsídio de mobilidade para os residentes na
Madeira e nos Açores, alertando, porém, para os possíveis efeitos
decorrentes da eliminação dos limites máximos.António
José Seguro considera “que a eliminação do limite máximo quanto ao
custo elegível das passagens aéreas poderá comportar diversos efeitos
que merecerão uma cuidada regulamentação e um acompanhamento exigente da
execução do novo regime”, lê-se numa nota divulgada hoje no ‘site’ da
Presidência da República.Com estas mudanças, o Subsídio
Social de Mobilidade passa a ser designado por Mecanismo de Continuidade
Territorial (MCT) e deixa de estar dependente da situação contributiva
dos beneficiários e da apresentação de recibo, caindo também o teto
máximo do custo elegível da passagem.“Nós
vamos acompanhar o processo […], mas, como o Presidente diz e escreve,
temos de estar atentos à circunstância de qualquer problema que possa
surgir relativamente à não existência de tetos”, disse Miguel
Albuquerque. O chefe do executivo
madeirense, também líder da estrutura regional do PSD, explicou que o
novo modelo do subsídio carece ainda de uma portaria de regulamentação
para entrar em vigor e lembrou que o Governo poderá recorrer a uma “lei
travão” se estiver em causa a execução orçamental ou um grande acréscimo
de despesa. “Não sei se, neste caso, vão considerar isso ou não”, disse. Miguel
Albuquerque considerou, no entanto, ser fundamental que o Governo da
AD, liderado pelo social-democrata Luís Montenegro, resolva a questão da
mobilidade aérea, para que os madeirenses e os açorianos possam
“circular dentro de território nacional a preços acessíveis e sem
constrangimentos”.