Alberto João Jardim considera inaceitável acordo entre PSD e Chega na Madeira
23 de abr. de 2024, 10:07
— Lusa/AO Online
"Nem
o Chega é aceitável, nem os comunistas são aceitáveis. É preciso que os
portugueses não caiam no logro. Não há extremismos bons", afirmou
Jardim, quando questionado pelos jornalistas sobre se seria aceitável um
acordo entre o PSD e o Chega na Madeira.O
dirigente histórico do PSD, que falava em Ponta Delgada, nos Açores, à
margem de uma conferência sobre os 50 anos do 25 de Abril, defendeu que
os sociais-democratas não se podem "enrolar na conversa" de que "existem
extremismos bons". "O que se anda a
vender aos portugueses é que os extremismos de esquerda são bons e o
extremismo de direita é mau. Não. São ambos maus. Há partidos como o PSD
que vão nessa cantiga propositadamente vendida do extremismo bom e
extremismo mau. É preciso que o PSD não se deixe enrolar nessa
conversa", vincou.Alberto João Jardim
elogiou o líder do executivo dos Açores, José Manuel Bolieiro, e
confessou que se tem "comportado como adversário político" do presidente
do Governo da Madeira, Miguel Albuquerque."Tudo
o que doutor Bolieiro tem feito nos Açores eu assino por baixo. É um
homem inteligente e com muito bom senso. Tenho tanta confiança nele que
assino por baixo", destacou.Questionado
sobre o acordo de incidência parlamentar firmado na anterior legislatura
entre o PSD/Açores e o Chega, o antigo presidente do Governo da Madeira
considerou que as situações dos arquipélagos são diferentes. Alberto João Jardim insistiu que acha "mal" um acordo entre o PSD e o Chega na Madeira."A
Madeira está a passar por uma situação crítica. Acho, sobretudo, que
perdeu força fora da Madeira, quer em Lisboa, quer na União Europeia",
defendeu.Alberto João Jardim participou
numa conferência juntamente com Mota Amaral sobre o 25 de Abril,
organizada pela Câmara de Ponta Delgada.