Al-Qaida reivindica atentados de segunda-feira no Iraque

1 de out. de 2013, 10:06 — Lusa/AO online

Num comunicado divulgado na Internet, a organização explicou que esta onda de atentados faz parte de uma operação concertada de ataques seletivos, precisando que todos eles ocorreram em simultâneo na província de Bagdad. Segundo o grupo fundamentalista, os seus homens “incendiaram a terra e fizeram tremer o chão debaixo dos pés dos xiitas, destruindo todos os planos de segurança dos que se vangloriam e dos que tornaram Bagdad numa grande prisão”. O comunicado especifica que os atentados foram perpetrados contra “edifícios da segurança, patrulhas militares e instalações da milícia do clérigo xiita Moqtada Al-Sadr”. Pelo menos 48 pessoas morreram na segunda-feira e 177 ficaram feridas em vários atentados na capital iraquiana. De acordo com a missão de assistência das Nações Unidas no Iraque, no total 979 iraquianos morreram e outros 2.133 ficaram feridos em setembro em atos de violência. O balanço dos três últimos meses, que oscila entre os 800 e os mil mortos por mês, confirma o agravamento das condições de segurança e o regresso aos níveis de violência de há cinco anos, de acordo com observadores. Segundo a ONU, a província de Bagdad é a mais afetada, com 418 mortos e 1.011 feridos, seguida das províncias de Ninive, Diyala, Salaheddine e Anbar.