Ajuda para Ingrid Betancourt terá passado nos Açores

3 de abr. de 2008, 06:28 — Lusa / AO Online

    Uma fonte confirmou à agência Lusa que o voo do Falcon partiu de França e que se dirigia para a Guiana Francesa, escusando-se, porém, a fornecer mais informações.     A mesma fonte adiantou que se supunha, sem confirmação, que viaja a bordo do avião uma equipa médica.     A aeronave, de cor branca e sem qualquer bandeira ou número, esteve estacionada na placa militar da Base das Lajes, na Ilha Terceira, durante uma hora para reabastecimento.     Ingrid Betancourt está, há mais de seis anos, refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) na selva colombiana, sofrendo de hepatite B e de uma doença de pele. O chefe de Estado francês falou terça-feira em "risco de morte iminente".     Uma "missão humanitária" foi lançada hoje para tentar chegar à refém franco-colombiana detida na Colômbia pela guerrilha das FARC, anunciou a presidência francesa.     Uma missão humanitária dos três mediadores - Espanha, França e Suíça - iniciou-se, em ligação com as autoridades envolvidas", indicou a presidência num comunicado de uma linha, não precisando se a missão se dirigiu ou não à Colômbia.     A presidência francesa tinha anunciado terça-feira o envio de uma "missão humanitária ao local" para contactar com a guerrilha das FARC e "conseguir acesso à (sua) compatriota", após uma conversa telefónica do presidente francês, Nicolas Sarkozy, com o seu homólogo colombiano, Alvaro Uribe.     Sarkozy e os filhos de Betancourt, que vivem em França, apelaram aos rebeldes para a libertar antes de morrer.     A Espanha, a França e a Suíça realizam, há vários anos, uma mediação com as FARC para chegar a um "acordo humanitário" visando trocar reféns ditos "políticos", entre os quais Ingrid Betancourt, por guerrilheiros presos.