Ainda por decidir locais que vão receber eventos

JMJLisboa2023

11 de out. de 2022, 11:24 — Lusa/AO Online

“A decisão que temos aqui é clara: é termos os eventos e serem onde forem necessários”, sintetizou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, que é responsável pela logística dos eventos da JMJ e que seguirá “aquilo que for decidido pela Igreja”.O autarca falava durante uma visita que fez à sede da organização da JMJ, na freguesia do Beato, onde esteve acompanhado pelo bispo auxiliar de Lisboa e presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, Américo Aguiar.Por seu lado, o bispo auxiliar acrescentou depois que “o único local que está assumido por todos é o Parque Tejo-Trancão”, zona que será o palco principal da Jornada.“Os locais onde vão decorrer os eventos serão anunciados quando não existirem nenhumas dúvidas quanto à sua localização”, explicou o bispo, que diz estarem a ser avaliadas questões de mobilidade e segurança e anteviu três desses locais pensados: o Parque Eduardo VII, o Terreiro do Paço e Belém.O autarca e o bispo não quiseram divulgar as despesas da organização da Jornada Mundial da Juventude, preferindo esperar pelo decurso da inflação e pelo número de inscrições no evento, mas o bispo Américo Aguiar assegurou que as contas estão a ser auditadas pela Delloite para que exista “transparência total”. “O investimento da Câmara pode ir até aos 35 milhões de euros”, recordou Carlos Moedas, afirmando-se disponível para justificar aos lisboetas o valor.O bispo diz ainda que “está quase” fechada a divisão de tarefas e valores entre o Governo, as Câmaras de Lisboa e de Loures e outros parceiros, uma negociação que se arrasta há meses.A abertura das inscrições na JMJ está prevista para o final de outubro e o valor, que ainda não está decidido, vai incluir as despesas com o transporte, alojamento, alimentação e seguro dos participantes.Na visita à sede do evento, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa mostrou o seu apoio às dezenas de jovens voluntários que estão a trabalhar na preparação do evento religioso e cultural. Carlos Moedas realçou que a JMJ “vai ser um dos pontos mais importantes deste mandato” e um “investimento para o futuro” pelas “marcas positivas” que deixará, referindo-se às mudanças na zona oriental de Lisboa. Já o responsável dentro da Igreja pelo evento disse querer “conquistar o coração dos lisboetas”, apesar dos incómodos “doces” que receber centenas de milhares de jovens pode causar na semana do evento.A Jornada Mundial da Juventude vai decorrer de 01 a 06 de agosto de 2023 na zona do Parque das Nações, em Lisboa, abrangendo também parte de território do concelho de Loures, num evento que conta com a presença do Papa Francisco e no qual são esperados mais de um milhão de jovens de todo o mundo.