“A
decisão que temos aqui é clara: é termos os eventos e serem onde forem
necessários”, sintetizou o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos
Moedas, que é responsável pela logística dos eventos da JMJ e que
seguirá “aquilo que for decidido pela Igreja”.O
autarca falava durante uma visita que fez à sede da organização da
JMJ, na freguesia do Beato, onde esteve acompanhado pelo bispo auxiliar
de Lisboa e presidente da Fundação JMJ Lisboa 2023, Américo Aguiar.Por
seu lado, o bispo auxiliar acrescentou depois que “o único local que
está assumido por todos é o Parque Tejo-Trancão”, zona que será o palco
principal da Jornada.“Os locais onde vão
decorrer os eventos serão anunciados quando não existirem nenhumas
dúvidas quanto à sua localização”, explicou o bispo, que diz estarem a
ser avaliadas questões de mobilidade e segurança e anteviu três desses
locais pensados: o Parque Eduardo VII, o Terreiro do Paço e Belém.O
autarca e o bispo não quiseram divulgar as despesas da organização da
Jornada Mundial da Juventude, preferindo esperar pelo decurso da
inflação e pelo número de inscrições no evento, mas o bispo Américo
Aguiar assegurou que as contas estão a ser auditadas pela Delloite para
que exista “transparência total”. “O
investimento da Câmara pode ir até aos 35 milhões de euros”, recordou
Carlos Moedas, afirmando-se disponível para justificar aos lisboetas o
valor.O bispo diz ainda que “está quase”
fechada a divisão de tarefas e valores entre o Governo, as Câmaras de
Lisboa e de Loures e outros parceiros, uma negociação que se arrasta há
meses.A abertura das inscrições na JMJ
está prevista para o final de outubro e o valor, que ainda não está
decidido, vai incluir as despesas com o transporte, alojamento,
alimentação e seguro dos participantes.Na
visita à sede do evento, o presidente da Câmara Municipal de Lisboa
mostrou o seu apoio às dezenas de jovens voluntários que estão a
trabalhar na preparação do evento religioso e cultural. Carlos
Moedas realçou que a JMJ “vai ser um dos pontos mais importantes deste
mandato” e um “investimento para o futuro” pelas “marcas positivas” que
deixará, referindo-se às mudanças na zona oriental de Lisboa. Já
o responsável dentro da Igreja pelo evento disse querer “conquistar o
coração dos lisboetas”, apesar dos incómodos “doces” que receber
centenas de milhares de jovens pode causar na semana do evento.A
Jornada Mundial da Juventude vai decorrer de 01 a 06 de agosto de 2023
na zona do Parque das Nações, em Lisboa, abrangendo também parte de
território do concelho de Loures, num evento que conta com a presença do
Papa Francisco e no qual são esperados mais de um milhão de jovens de
todo o mundo.