Ainda nenhuma família de acolhimento conseguiu adotar uma criança
Hoje 16:20
— Lusa/AO Online
O anúncio foi feito pela
secretária de estado da Ação Social e Inclusão, Clara Marques Mendes,
durante uma audição parlamentar pedida pelo PS, em que a responsável
revelou haver cada vez mais crianças em famílias de acolhimento e menos
institucionalizadas.Segundo Clara Marques
Mendes, o número de crianças a viver em casas particulares aumentou 30%
num ano, passando de 356 para 462 menores no final de 2025.Nesse
mesmo período, aumentaram também as famílias de acolhimento (de 388
para 520) e diminuíram as crianças enviadas para instituições, que mesmo
assim continuavam a ser 5.987.Clara
Marques Mendes atribuiu estes resultados à campanha nacional lançada
para atrair mais pessoas para este projeto de acolhimento, mas para o PS
lembrou que também teve intervenção nesta matéria, ao ser responsável
pela legislação que acabou com a proibição de as famílias de acolhimento
não poderem adotar.No entanto, a
secretária de estado garantiu hoje que “ainda não há nenhum processo de
adoção concluído no seguimento” da aprovação da lei publicada em Diário
da República no final de março de 2025.“Não
foi com isso que aumentamos as famílias de acolhimento, até porque
ainda não há nenhum processo de adoção concluído nesse seguimento”,
revelou durante a audição conjunta da Comissão dos Assuntos
Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias e da Comissão de
Trabalho, Segurança Social e Inclusão.A
secretária de Estado esteve hoje no parlamento a pedido do PS, que
queria esclarecer os receios sentidos no início do ano letivo de as
comissões de proteção poderem ficar sem professores, já que estavam a
ser chamados para regressar às escolas.Entretanto,
a situação foi esclarecida e a secretária de Estado voltou hoje a
confirmar que não faltam docentes, nem houve processos parados devido a
esses casos: “Faltam apenas seis professores, mas esta é uma realidade
muito recente porque os mandatos terminaram em janeiro”.“Foi
criada uma perceção de que iria haver processos, que as CPCJs iam
deixar de funcionar. Mas não, nenhuma CPCJ deixou de funcionar”,
garantiu, acrescentando que “nenhum processo ficou parado”.Apesar
do esclarecimento, a deputada do Chega Sandra Ribeiro voltou a
questionar a secretária de estado sobre notícias que, em setembro, davam
conta da saída de cerca de metade dos professores.“Mais
de 61% dos professores mantiveram-se nas mesmas funções”, reafirmou
Clara Marques Mendes, garantindo que “o alarme criado de que as CPCJ
iriam ficar sem professores não é verdade”.