AIMA vai reforçar capacidade de resposta de sete mil atendimentos diários
17 de jul. de 2025, 16:41
— Lusa/AO Online
A
informação foi adiantada pelo presidente do conselho diretivo da
AIMA, Pedro Gaspar Portugal, à margem da inauguração do novo CLAIM do
Fundão, o quinto do país com capacidade para fazer a recolha de dados
pessoais e equipado com tecnologia que permite registar dados
biométricos e avançar os processos na parte documental.“Estimamos
que no segundo semestre teremos à volta de dez destes centros para
reforçar a capacidade”, adiantou Pedro Gaspar Portugal, em declarações à
agência Lusa.No país existem cerca de 170
espaços CLAIM, orientados para o aconselhamento e encaminhamento,
aproximadamente 90 a funcionar em parceria com as autarquias.“É desses 90 que vão nascer os tais dez novos CLAIM”, pormenorizou o responsável da AIMA.Desde
2006 que o Fundão, no distrito de Castelo Branco, tem um espaço CLAIM,
que Pedro Gaspar Portugal salientou ter sido agora objeto de um
‘upgrade’ e ter dado um “salto qualitativo”, que amplia a sua área de
ação.“Estamos no terreno para dar
respostas. Vai reforçar a capacidade de resposta, vai trazer uma
tramitação documental dos processos, naturalmente privilegiando a
população migrante da zona, mas não exclusivamente, porque pode entrar
em rede de compensação em termos nacionais”, explicou Pedro Gaspar
Portugal, à Lusa.Segundo o presidente do
conselho diretivo da AIMA, estes novos espaços, no contexto do Plano de
Ação para as Migrações, têm a “vantagem de permitirem o primeiro
contacto com o migrante na lógica documental, que depois facilita o seu
processo de integração”.Pedro Gaspar
Portugal salientou que a AIMA tem como missão a regularização documental
e recuperação do passivo dos processos pendentes, mas acrescentou que
esta é uma fase transitória e o trabalho passará pelo “reforço das
políticas públicas do desafio e oportunidade desta articulação da
população migrante versus população residente”, numa lógica de
“construção de uma sociedade multicultural e que percebe que tem
dinamismos próprios do momento que vive”.No ano passado a AIMA teve 220 mil agendamentos e o responsável enfatizou que 35 mil pessoas não compareceram à chamada.O
presidente da Câmara do Fundão, Paulo Fernandes, manifestou a
disponibilidade do município em “ir mais longe nos serviços partilhados”
e aplaudiu a “disseminação, a capilaridade maior da AIMA”, para
conseguir “ser o melhor possível” e para facilitar o “processo de
inclusão e integração”.O autarca disse que
o Fundão tem há vários anos “um ecossistema de resposta ao desafio,
oportunidade e problemas” que representam as migrações e salientou a
importância dessa população para contrariar o problema demográfico e
colmatar a falta de mão-de-obra.De acordo
com Paulo Fernandes, a resposta dada aos migrantes é “um desígnio
nacional” e considerou ser “dos mais importantes para o nosso
desenvolvimento nos próximos anos”.O edil mencionou ainda a experiência com uma “diversidade muito grande socioprofissional” de perfis de imigrantes no concelho.Questionado
sobre a criação da Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF)
na PSP, Pedro Gaspar Portugal disse que será uma entidade com a qual a
AIMA vai trabalhar em “articulação estreita”.“Não colide em nada com a AIMA. Eu diria que complementa e temos o quadro a ficar mais bem desenhado”, acrescentou.