AIMA estima tratar 700 pedidos de renovação de Autorização de Residência até junho na Madeira
27 de jan. de 2025, 10:02
— Lusa/AO Online
O
processo de renovação da Autorização de Residência é da competência do
Instituto dos Registos e do Notariado, mas a instituição não tem
representação na Madeira, pelo que a AIMA assumiu essa função a partir
deste ano.“Nós estimamos que, até junho,
esse processo esteja concluído. Não sabemos exatamente o número [de
renovações], mas a estimativa poderá andar à volta de 700 pedidos e,
portanto, é isso que estimamos que seja resolvido no quadro de cadência
de resposta que a AIMA/Madeira assegura”, disse Pedro Portugal Gaspar. O
presidente da Agência para a Integração, Migrações e Asilo falava aos
jornalistas junto ao balcão da instituição na Loja do Cidadão, no
Funchal, Madeira, no âmbito de uma visita de um dia à região, onde se
reuniu com o diretor regional das Comunidades e Cooperação Externa,
Sancho Gomes, e com o chefe do Governo Regional, Miguel Albuquerque.Pedro
Portugal Gaspar explicou que, no caso da Madeira, a extinção do Serviço
de Estrangeiros e Fronteiras gerou uma “omissão legislativa”,
decorrente do facto de a AIMA ficar responsável pela emissão da
Autorização de Residência para imigrantes, ao passo que o processo de
renovação das mesmas transitou para o Instituto dos Registos e do
Notariado, sem representação região.“A
solução encontrada é a AIMA assumir esse enquadramento e dar resposta
àqueles que pretendam a renovação da Autorização de Residência”,
adiantou, esclarecendo que o processo teve início este mês. Pedro
Portugal Gaspar disse que, na Madeira, existem casos já com mais de
dois anos de espera, considerando que até agora os cidadãos eram
forçados a deslocar-se ao continente para iniciar o procedimento.“Há
outras situações mais recentes, de reagrupamento familiar, que têm sido
aceleradas nos últimos tempos, alguns até resolvidos em 90 ou 120
dias”, explicou.A AIMA dispõe de 15
funcionários na Região Autónoma da Madeira e no balcão da Loja do
Cidadão, no Funchal, atende em média 50 pessoas por dia.“Está
dentro do parâmetro nacional. Aliás, eu diria que aqui, na região
autónoma, está um pouco acima”, disse, sublinhando não estar “fora de
propósito” o reforço da componente humana na Madeira, diretamente
através da AIMA ou em articulação com o Governo Regional.Os
dados oficiais mais recentes, referentes a 2023, indicam que nesse ano
residiam na Madeira 14.000 imigrantes, oriundos de 123 nacionalidades,
sendo as mais predominantes a venezuelana, a brasileira e a do Reino
Unido. Ao nível nacional, a população
estrangeira residente no país aumentou 33,6% em 2023, em comparação com o
ano anterior, totalizando 1.044.606 os cidadãos com Autorização de
Residência, segundo o Relatório de Migração e Asilo da AIMA, divulgado
em setembro de 2024.