AIMA concluiu 250 mil processos administrativos num ano
29 de out. de 2024, 13:00
— Lusa/AO Online
Numa sessão para assinalar o
ano de existência da agência, Pedro Portugal Gaspar explicou que a
“AIMA, neste ano, emitiu 250 mil atos administrativos, títulos de
residência, apoio a proteções internacionais, regulamentos familiares ou
ARI”. Neste ano, a AIMA “atendeu mais de
560 mil chamadas telefónicas” e realizou “atendimento presencial a mais
de 230 mil pessoas”, disse.A AIMA, criada a
29 de outubro de 2023, na sequência da extinção do Serviço de
Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e Alto Comissariado para as Migrações
(ACM), tem tido um “trabalho difícil” ao longo deste ano, admitiu Pedro
Portugal Gaspar. “Os trabalhadores merecem
uma palavra de apreço, porque realmente têm tido um esforço muito
grande para cumprir a sua missão”, afirmou, salientando que decidiu
assinalar o primeiro ano de existência com uma feira de empreendedorismo
e um protocolo que autoriza a entrada em Portugal de 600 refugiados. “Foram
umas comemorações familiares ou simbólicas”, explicou Pedro Portugal
Gaspar, que elogiou o trabalho da estrutura de missão para recuperar os
400 mil processos pendentes de imigrantes à espera de regularização. “O
que se pode dizer desde já é que o atendimento, hoje, em termos
diários, entre a AIMA e a estrutura de missão tem três mil pessoas
atendidas”, explicou, salientando que a estrutura de missão está a
chamar os imigrantes “a um ritmo muito elevado” e depois vai iniciar a
fase da instrução para a conclusão desses processos. Este
trabalho de recuperação já permitiu à AIMA “dedicar-se ao tema do
reagrupamento familiar”, e num ano, foram concluídos mais de 26 mil
processos deste tipo. A AIMA vai
estar presente num encontro do Governo com associações e estruturas
públicas sobre as questões de exclusão social nos bairros da grande
Lisboa, e Pedro Portugal Gaspar salientou que uma das “missões
fundamentais da agência é obviamente a questão da integração”. Além
da “dimensão burocrática” dos processos, deve existir uma “legalização
humana no sentido de uma integração mais da dimensão humana”, explicou o
dirigente. A AIMA comemorou hoje o seu
primeiro aniversário com uma iniciativa de promoção do empreendedorismo
migrante no Mercado de Cultura do Mercado do Forno do Tijolo, em Lisboa,
que inclui uma Pop Up Store com projetos do programa Promoção do
Empreendedorismo Imigrante (PEI). Logo
pela manhã, a AIMA celebrou um acordo de reinstalação com a Organização
Internacional para as Migrações (OIM) Portugal, para receber 600
refugiados, vindos da Turquia e Egito. O
acordo com a OIM concretiza “uma orientação que já havia do Governo com
vista à operacionalização do processo de proteção Internacional e de
asilo” de uma “quota de 600 refugiados, 300 que virão via Turquia e os
outros 300 via Egito”, disse. Depois,
explicou Pedro Portugal Gaspar, este protocolo será, “naturalmente,
canalizado com os parceiros nacionais que dão enquadramento ao às
questões de proteção internacional”.