AHRESP apela a medidas para a reabertura de bares e discotecas
Covid-19
19 de mai. de 2021, 14:54
— Lusa/AO Online
“Devem
ser estabelecidas, com urgência, medidas específicas para que os
estabelecimentos de animação noturna possam reabrir sem colocar em causa
a segurança e saúde dos seus clientes e colaboradores”, referiu a
associação em comunicado. “Este setor, que
foi forçado a encerrar há mais de um ano, continua sem ter quaisquer
perspetivas de reabertura”, lamentou a AHRESP, realçando que “com o
regresso dos turistas, para quem a atividade de animação noturna é muito
importante, assim como com a diminuição dos riscos associados à doença Covid-19 e a evolução do plano de vacinação, é imperativo permitir a
retoma desta atividade”.A 12 de maio a
AHRESP disse que é preciso manter os apoios para que o setor possa
recuperar 100 mil postos de trabalho perdidos devido à pandemia.Em
comunicado, a organização referiu que "de acordo com o INE [Instituto
Nacional de Estatística], no final do primeiro trimestre de 2021, a
restauração, similares e alojamento turístico perderam 101.300 postos de
trabalho face ao 1.º trimestre de 2020".A AHRESP acredita que estes "dados confirmam a necessidade de reforço e continuidade de apoios"."Perante
a realidade dramática destes dados, a AHRESP reitera a imperiosa
necessidade que tem vindo a defender desde a primeira hora: o reforço e
continuidade dos apoios a fundo perdido às empresas das nossas
atividades, nomeadamente para a manutenção dos postos de trabalho",
lê-se na mesma nota.Na terça-feira, a
associação pediu ainda que os trabalhadores da restauração e alojamento
turístico sejam prioritários na vacinação contra a Covid-19."A
AHRESP defende que os trabalhadores do alojamento turístico e da
restauração e similares devem ser prioritários na vacinação contra a
doença da Covid-19, à semelhança do que já foi decidido quanto aos
trabalhadores de limpeza dos Serviços de Utilização Comum dos
Hospitais", diz a AHRESP.Segundo a
associação, a vacinação justifica-se pelo risco das tarefas destes
trabalhadores, afirmando que "os trabalhadores do setor da restauração
também prestam serviços em hospitais, escolas, lares e outros e deverão
por isso estar mais protegidos".