AHRESP/Açores quer apoios para empresas adquirirem equipamentos de proteção
Covid-19
28 de abr. de 2020, 17:42
— Lusa/AO Online
"É preciso percebermos que estar
equipado, estar com as devidas precauções e equipamentos, custa
dinheiro. É preciso salvaguardar isso e introduzir apoios para as
empresas garantirem equipamento aos seus e aos demais", avançou à
agência Lusa o presidente da delegação dos Açores da Associação de
Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRESP), Rui Anjos. A
AHRESP é uma das entidades a quem Governo dos Açores pediu para
contribuir no roteiro "Critérios Para Uma Saída Segura da Pandemia
Covid-19". "Aquilo que nos remeteram é
muito vago. É um saco cheio de nada, é muito pouco. E bem sabemos que o
documento que gerará a operacionalização das medidas não fará qualquer
sentido quando antes não nos garantirem apoios para a nossa
sustentabilidade económica", salientou, referindo-se à proposta do
roteiro enviada pelo Governo Regional. O
empresário ressalvou, contudo, que considera positivo o processo de
"auscultação das pessoas" e defendeu que "toda a gente" deve contribuir
para a proteção da sociedade. "Estamos
todos de certa forma ansiosos para as empresas voltarem ao ativo. É a
economia em movimento. Esse pressuposto tem de ser regulado com a
obrigação de toda a gente contribuir para a proteção social", destacou. Rui
Anjos assinalou que a delegação da associação a que preside irá enviar
os contributos para o documento até à data limite de quarta-feira. O
responsável da AHRESP no arquipélago considerou "válidas", mas
insuficientes as medidas do executivo regional para mitigar os efeitos
económicos da pandemia de Covid-19 - como o complemento regional ao
'lay-off' e a medida de antecipação de liquidez das empresas. "Mais
do que saber quando e como vamos para o mercado, convém aqui perceber
com que medidas é que vamos. É manifestamente pouco aquilo que temos em
mão", disse, referindo ser necessário "aprofundar" o período de três
meses previsto para os apoios. O
empresário referiu também serem necessárias mais "ferramentas" para
garantir a manutenção dos postos de trabalho, até porque prevê pouca
afluência caso os restaurantes abram em breve. "O
momento em que for para abrir a porta, não há clientes, há uma retração
económica das pessoas locais. Isto vai ser muito complicado. Deem-nos
ferramentas para suster as pessoas e as famílias afetas a cada empresa,
senão vão perceber isso da pior maneira", realçou. O
presidente do Governo dos Açores Vasco Cordeiro disponibilizou na
passada sexta-feira um documento com os critérios para uma "saída
segura" da pandemia de Covid-19, nas palavras do executivo regional. O documento irá ser alvo de contribuições de várias associações, entidades e de pessoas individuais que assim pretenderem.