Aguiar-Branco diz que é preciso passar à prática na prevenção dos fogos
Incêndios
3 de set. de 2025, 15:32
— Lusa/AO Online
“É
uma responsabilidade de todos, do Governo e da Assembleia da República,
olharmos para os relatórios que já existem e fazermos o que é previsto
fazer no terreno para que se chegue a uma dimensão de eficácia maior. É
preciso passar à prática (…) A evidência mostra que não foi feito tanto
quanto era necessário fazer-se", afirmou aos jornalistas.Aguiar
Branco, que falava na aldeia de Ermida, em Ponte da Barca, uma das
zonas do Parque Nacional da Peneda Gerês mais afetadas pelo incêndio de
julho, disse que o objetivo da sua visita é “recolocar na agenda
mediática" a questão da prevenção para que depois, quando for necessário
combater os incêndios no terreno, esse trabalho seja mais fácil. “Se
é importante que haja medidas que se destinem quer à prevenção, quer ao
combate, sabemos que há relatórios que foram produzidos no passado,
seja em 2017, seja em 2022 que já apontavam os riscos e as recomendações
ao nível de prevenção para tornar mais eficaz combate”.Em
relação aos apoios às populações que sofreram prejuízos no incêndio de
Ponte da Barca, José Pedro Aguiar Branco disse esperar que cheguem “mais
rápido e de forma mais eficaz”.Antes da
visita às aldeias de Ermida e Cidadelhe, freguesia do Lindoso, Aguiar
Branco reuniu-se com o presidente da Câmara de Ponte da Barca, Augusto
Marinho que o alertou para a necessidade de, “ao nível da prevenção se
olhar com maior cuidado para as questões ligadas ao cadastro [dos
terrenos] e, ao ordenamento do território”.O
presidente da Assembleia da República adiantou que a visita a área
afetada pelos incêndios no concelho de Ponte da Barca, em que participam
os deputados eleitos pelo círculo eleitoral de Viana do Castelo, foi
uma forma “simbólica” de manifestar solidariedade aos autarcas, forças
que combateram os incêndios e à população”.“Quando
há momento de agenda mediática dá-se muita atenção a este tipo de
problemas, tão graves como os que se viveram em Ponte da Barca , mas
depois passa a agenda mediática e parece que os problemas já não
existem, já tudo fica esquecido”, observou.O
fogo, que deflagrou no dia 26 de julho em Ponte da Barca, e foi dado
como dominado uma semana depois, atingiu uma área total de 7.550
hectares, sendo que a área do Parque Nacional da Peneda Gerês (PNPG)
ardida é de 5.786 hectares, de acordo com um levantamento que ainda não é
definitivo.O PNPG ocupa uma área de
69.596 hectares e abrange os distritos de Braga (concelho de Terras de
Bouro), de Viana do Castelo (concelhos de Melgaço, Arcos de Valdevez e
Ponte da Barca) e de Vila Real (concelho de Montalegre).