Agricultura Familiar atinge 1500 candidaturas e 3700 hectares nos Açores

Hoje 17:35 — Lusa/AO Online

A informação foi avançada pelo secretário regional da Agricultura e Alimentação, António Ventura, para quem estes resultados demonstram uma “forte adesão deste regime no tecido agrícola açoriano”.Segundo o executivo açoriano (PSD/CDS-PP/PPM), a Região Autónoma dos Açores registou, entre agosto de 2020 e agosto de 2025, a receção de 1536 candidaturas ao Estatuto da Agricultura Familiar, com uma expressiva taxa de aprovação de 97%.O secretário regional da Agricultura disse que estes resultados mostram que a Agricultura Familiar "é hoje um pilar essencial da sustentabilidade agrícola dos Açores", num compromisso da região com "um modelo agrícola sustentável, próximo das comunidades e alinhado com os desafios climáticos, económicos e sociais atuais".De acordo com uma nota divulgada pelo executivo açoriano, a distribuição das candidaturas revela uma forte concentração nas ilhas Terceira (28%), Graciosa (22%) e São Jorge (22%), que em conjunto representam 72% do total regional.Em termos de área afeta ao regime, a ilha de São Jorge destaca-se com 1753 hectares (ha), seguida de Santa Maria (642 ha) e da Graciosa (507 ha).Os dados revelam ainda que a agricultura familiar nos Açores é caracterizada por pequenas e médias explorações, com cerca de 60% das unidades a apresentarem uma área inferior a 10 hectares.Em média, a mão de obra familiar apresenta 109% da necessidade estimada da exploração, com "uma presença significativa de novas gerações", já que "os agricultores até aos 40 anos representam 24,5% do total de candidaturas".Os dados revelados pelo Governo indicam ainda que a idade dos titulares compreende um intervalo entre os 21 e os 82 anos, estando a maioria concentrada na faixa etária dos 41 aos 60 anos.António Ventura, citado na nota de imprensa, destacou também que “o atual regime jurídico, suportado pelo Decreto Legislativo Regional n.º 22/2022/A, introduziu melhorias significativas ao focar o estatuto exclusivamente em pessoas singulares”."Esta alteração permitiu afunilar os apoios e garantir que o regime cumpre a sua missão de valorizar quem vive e trabalha diretamente a terra", acrescenta.