Agricultura com "lugar central” no Plano e Orçamento de 2021
5 de fev. de 2021, 15:59
— Lusa/AO Online
Questionado
sobre se é expetável que o Plano e Orçamento 2021 venha a contemplar
verbas superiores para a agricultura na sequência da pandemia da Covid-19, o secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento Rural
declarou que “será um plano construído, também, e fundamentalmente, para
a questão da recuperação económica, onde a agricultura ocupe, também,
um lugar central”.O governante afirmou
desconhecer ainda “se é pela aplicação de mais verbas ou pela sua melhor
aplicação, contudo, certamente será dirigido aos agricultores”.António
Ventura reuniu-se com o presidente da Federação Agrícola dos
Açores (FAA), Jorge Rita, no âmbito do processo de preparação do Plano e
Orçamento de 2021 - o primeiro do governo açoriano de coligação
PSD/CDS-PP/PPM - para “receber contributos”, uma vez que “não se pode
decidir politicamente ou inscrever medidas se estas não tiverem uma
ligação direta com as dificuldades e potencialidades dos agricultores”. O
titular da pasta da Agricultura anunciou que o período de candidaturas
para os apoios diretos e ao investimento nas explorações agrícolas, no
âmbito da sua modernização, ao abrigo do POSEI - Programa de Opções
Específicas para o Afastamento e a Insularidade nas Regiões
Ultraperiféricas, e do Prorural - Programa de Desenvolvimento Rural da
Região Autónoma dos Açores, terá lugar de 27 de fevereiro a 15 de maio.O
presidente da FAA considerou que “o melhor Plano e Orçamento 2021 é o
aumento substancial das verbas pela necessidade que os agricultores
possuem, neste momento, derivada da forte descapitalização do setor”, do
“não aumento do preço do leite [à produção] nos últimos anos, até com
descidas, face ao aumento dos fatores dos produção, a par de um
abaixamento, de forma transversal, no consumo de alguns produtos
regionais”.Jorge Rita quer que seja
considerada uma redução nas contribuições para a segurança social por
parte dos agricultores, uma vez que “seria uma forma de pagar menos
impostos num momento extremamente difícil”, a par da defesa de que “tudo
que são ajudas aos rendimentos dos agricultores não devem ser
tributadas”.“Pagar impostos sim, mas não pelas compensações que os agricultores têm”, frisou o dirigente agrícola.A 13 de janeiro, após reunião com Jorge Rita, o titular da pasta da
Agricultura referiu que, no âmbito da transição entre quadros
comunitários de apoio da União Europeia, o Governo Regional possui uma
verba de 56 milhões de euros – e espera que “seja um pouco mais, estando
dependente também do Governo da República – que vai ser investida na
modernização das explorações agrícolas, “desde logo muito vocacionadas
para os jovens agricultores”.No quadro do
Plano de Recuperação e Resiliência, o setor agrícola vai beneficiar de
30 milhões de euros “para que se relance a economia dos Açores através
da agricultura”.