Agricultores insistem na necessidade de “boas execuções” do Plano de Investimentos
29 de set. de 2017, 15:40
— Lusa/AO online
“A proposta não contempla aquilo que nós tínhamos
pedido, que era um aumento de dez milhões de euros”, afirmou Jorge Rita,
após ter participado, em Ponta Delgada, ilha de São Miguel, na reunião
do Conselho Regional de Concertação Estratégica para analisar as
antepropostas de Plano e Orçamento para 2018.Segundo Jorge Rita, o
documento “mantém-se na mesma ordem” do que está em curso para 2017,
salientando que a “grande preocupação” da federação “já não é o Plano de
Investimento”, mas a sua execução.“Se existem muitos pagamentos
em atraso da parte do Governo Regional” em relação aos compromissos,
“obviamente que a execução é que é fundamental”, declarou o dirigente.O presidente da Federação Agrícola dos Açores reiterou que haver em setembro “26% de execução do plano é muito pouco”.“O que faz sentido é termos bons planos, mas que tenham boas execuções”, insistiu.À
pergunta se ficou desiludido face ao valor inscrito na anteproposta,
Jorge Rita contrapôs: “É uma questão de apreensão saber se o Governo
Regional quer continuar ou não a investir na agricultura”.No
passado dia 11, numa audição com o presidente do Governo dos Açores,
Vasco Cordeiro, no âmbito da auscultação dos parceiros sociais para
preparar as propostas de Plano e Orçamento Regionais, Jorge Rita
defendeu um reforço de dez milhões de euros para o setor no próximo ano
que, se assim fosse, atingiria 66 milhões de euros.A anteproposta do Plano de Investimentos dos Açores para 2018 é de 752 milhões de euros, anunciou hoje Vasco Cordeiro.“É
um plano que, simultaneamente, dá resposta àquela que é uma situação
nova, um novo ciclo na nossa economia e que pretende continuar na
construção dos alicerces para que esse novo ciclo tenha
sustentabilidade, tenha um crescimento consolidado em benefício das
açorianas e dos açorianos”, salientou o chefe do executivo açoriano.A Federação Agrícola dos Açores representa 19 associações, com cerca de 12 mil agricultores.O
Conselho Regional de Concertação Estratégica integra representantes dos
trabalhadores, empregadores, setores das pescas e da agricultura,
autarquias, instituições particulares de solidariedade social,
associações de defesa do consumidor, de defesa do ambiente, da área da
igualdade de oportunidades e da Universidade dos Açores.Neste
órgão estão também os representantes dos Açores no Conselho Económico e
Social e três personalidades de reconhecido mérito nas áreas de
competência deste Conselho.Estas entidades têm até dia 20 de outubro para emitir parecer.Também
no próximo mês, depois de aprovadas em Conselho do Governo, as
propostas de Plano e Orçamento para 2018 serão entregues no parlamento
regional, para debate e votação em plenário, previsto realizar-se em
novembro.