Agricultores das Flores sem apoios pelo encerramento da Cooperativa Ocidental
6 de fev. de 2023, 11:46
— Lusa/AO Online
Em requerimento enviado ao
parlamento dos Açores, o deputado da oposição lembra que os apoios pelo
encerramento da cooperativa “deveriam ter acontecido até ao final de
2022”, questionando o Governo Regional (PSD/CDS-PP/PPM) sobre os motivos
pelos quais “não honra os compromissos que assumiu com os agricultores
florentinos”. De acordo com uma nota de
imprensa, o parlamentar quer que o executivo açoriano “esclareça que
apoios, em concreto, foram prometidos aos produtores da Cooperativa
Ocidental e porque é que nunca se concretizaram, se o compromisso era
pagá-los até ao final de 2022”.O deputado
recorda que, há cerca de um ano, os sócios da Cooperativa Ocidental, a
única na ilha das Flores a laborar leite, decidiram avançar para o seu
encerramento, decisão tomada em articulação com o Governo Regional.José
Eduardo refere que o executivo açoriano “acordou compensar os 11
produtores que entregavam leite naquela fábrica, pela reconversão das
suas explorações de leite para vacas de carne e, no passado mês de
setembro de 2022, o secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento
Rural, António Ventura, garantiu, durante um debate na Assembleia
Legislativa Regional, que estes produtores iriam receber apoios
financeiros até ao final do ano que findou”.O
deputado diz que o secretário regional da Agricultura e Desenvolvimento
Rural “comprometeu-se, igualmente, em arranjar soluções de
empregabilidade para os trabalhadores da cooperativa, em especial para
os trabalhadores da fábrica, mas estes continuam com a sua situação
laboral indefinida”.José Eduardo considera
que incentivar o fim da Cooperativa Ocidental foi “estrategicamente
errado” e “prejudicial ao frágil tecido económico da ilha das Flores”,
num contexto que “já era difícil e que se agravou com a destruição do
Porto das Lajes”.O deputado questiona
ainda o Governo Regional sobre se saberá, “após praticamente decretar o
fim da Cooperativa Ocidental, o dano que provocou na ilha das Flores” e
se “tem alguma ideia sobre o que fazer com os equipamentos e o próprio
imóvel da fábrica, que se estima em cerca de um milhão de euros".