31 de jul. de 2013, 10:18
— Ricardo Cardoso Reis (CAUP)
O mês começa com a Lua em minguante, a nascer por volta das 02h00 (duas da manhã) do dia 1. Júpiter nasce duas horas depois, com Marte a segui-lo de perto, nascendo por volta das 04h30, seguido de Mercúrio, cerca das 05h00. No entanto, este planeta vai aproximar-se cada vez mais do Sol, no céu, e lá para o meio de agosto já não será visível.
Continuando a acompanhar o movimento aparente dos astros neste dia 1 de agosto, o Sol, que nasce por volta das 06h40, desaparece abaixo do horizonte perto das 21h00. Esta será a altura de observar os planetas que faltam: Vénus, a “híper-estrela” na direção do pôr-do-sol, e Saturno, um pouco mais alto e virado a sudoeste. Das duas “estrelas” mais brilhantes nessa direção, Saturno será a que está mais acima (e que não cintila), sendo a que está mais abaixo (e que cintila) a estrela Espiga, da constelação da Virgem.
Entre os dias 3 e 5 deste mês, uma Lua cada vez mais fina passará bem próximo dos três planetas madrugadores, estando a 3 graus de Júpiter no dia 3, a 5 graus de Marte no dia 4 e a 4 graus de Mercúrio no dia 5. No dia 6 atinge a fase de Lua Nova, mas a 9 de agosto já o nosso satélite natural reapareceu, estando a 5 graus de Vénus, ao pôr-do-sol.
Na noite de dia 12 para dia 13, teremos o pico da chuva de estrelas das Perseidas, que este ano deverá ocorrer entre as 19h15 e as 21h45. Está previsto que, durante o pico, se consigam observar um máximo de 100 meteoros por hora (em céus escuros).
No entanto, a constelação de Perseu, local do radiante desta chuva (o ponto do céu de onde, aparentemente, os meteoros vêm) só aparece por volta das 22h30, a Nordeste. Fora do pico, o número de meteoros será menor, mas como os meteoros desta chuva tendem a ser brilhantes, e como a Lua se põe perto das 23h20, esta será uma noite ideal para estar “de papo para o ar”, a ver meteoros passar.
No dia 13 a Lua passa a 3º de Saturno e no dia seguinte atinge o quarto crescente. A Lua Cheia ocorre no dia 21 e o quarto minguante a 28.
Ao longo do mês, devido à translação da Terra e dos outros planetas à volta do Sol, com velocidades diferentes, a posição dos planetas no nosso céu vai-se alterando. O que mais irá mudar será Júpiter, que irá nascer cada vez mais cedo. Assim, no dia 31, o maior planeta do Sistema Solar nasce já perto das 02h30, com a Lua a apenas 4 graus de distância. Nesse mesmo dia Marte nasce às 4 da manhã, “ganhando” apenas meia-hora em relação ao dia 1. Quanto a Vénus e Saturno, durante este mês irão aproximar-se um do outro, e ficarão cada vez mais baixos. No entanto, como o Sol também se vai pondo cada vez mais cedo (no dia 31 irá pôr-se pelas 20h00), os dois planetas serão ainda visíveis ao anoitecer no final de agosto. Boas observações.