AGITA pede ao Governo que fiscalize guias sem certificação
23 de jan. de 2025, 10:03
— Rafael Dutra
A Associação de Guias de Informação Turística dos Açores
(AGITA) revela que existem muitos trabalhadores que não estão
devidamente certificados para “corresponder à atividade e para
corresponder à qualidade que a atividade exige”, por essa razão, defende
que o Governo Regional tem de demonstrar maior preocupação com a
fiscalização desta matéria.Em declarações ao Açoriano Oriental,
Paulo Bettencourt explica que é necessário haver profissionais
certificados a realizar visitas ao património da Região, mas também ao
património nacional e da UNESCO.De igual modo, é preciso
certificação profissional de guias em visitas que decorram “em
património natural, quer seja monumento natural, quer seja reserva
natural “.Neste sentido, Paulo Bettencourt indica que estas visitam
podem ser conduzidas por guias de Parque Natural, mas também por guias e
intérpretes regionais e os profissionais de informação turística.Não
obstante haver muitas pessoas com “vontade de trabalhar”, o presidente
da AGITA reforça que existem muitos profissionais sem certificação e,
por esse motivo, declara que é preciso haver, por parte da tutela,
“alguma preocupação em ter alguma fiscalização nesse sentido” e urge à
Direção Regional do Turismo para fazer inspeções.Esta fiscalização,
para Paulo Bettencourt, irá proteger pessoas que estão a “gastar
dinheiro para retirar um curso e exercer uma atividade, como o caso dos
guias de Natureza e Património”, da Universidade dos Açores (UAc).Recorde-se
que a licenciatura em Natureza e Património tem uma nova designação,
passando agora a ser licenciatura de Guias de Natureza e Património,
curso que foi homologado pela Direção Regional de Qualificação
Profissional e Emprego, de acordo com despacho publicado ontem em Jornal
Oficial, que permite aos graduados o exercício da profissão de guia de
informação turística.Para a associação, esta licenciatura, bem como a
licenciatura e pós-graduações em turismo, é algo positivo, porque traz
pessoas “com algum conhecimento” à área, embora precisem ainda de fazer
estágio”.“Até agora uma grande parte dos guias que estavam a entrar
na animação turística eram pessoas que não tinham conhecimento, tinham
adquirido conhecimento ao longo da atividade”, refere Paulo
Bettencourt, acrescentando que, agora, com estes cursos, já entram
profissionais com “conhecimentos bastante substanciais”.No entanto,
estes recém-licenciados têm de ser acompanhados “por um guia mais
experiente”, porque, segundo o presidente da AGITA, “ é difícil
trabalhar com um grupo sem qualquer orientação”, por isso têm de ser
integrados na atividade.