Agentes em ‘burnout’ na ilha das Flores e com falta de material
22 de ago. de 2025, 09:19
— Lusa/AO Online
Na
sequência de uma visita às Flores, o sindicalista disse que o cenário
encontrado nas esquadras da ilha “não é muito diferente do nacional e da
região”, sendo a “falta de efetivos notória” e havendo “lacunas ao
nível do material”, como as viaturas de apoio.
“Os comandantes de esquadra fazem o que podem. Às vezes puxam o
lençol para tapar a cabeça e destapam os pés e vice-versa. Mas é a
realidade que temos”, afirmou à Lusa.O
sindicalista visitou na ilha as duas esquadras da PSP e reuniu-se
com agentes e responsáveis da polícia, bem como os presidentes de câmara
das Lajes e Santa Cruz das Flores.Paulo
Pires afirmou que as saídas de agentes para a pré-aposentação “têm sido
maiores do que as entradas”, uma vez que a “atratividade da PSP não é
aquela que os jovens deveriam encontrar para poder assumir a profissão
de polícia”.De acordo com o sindicalista,
os polícias “estão a ficar com excesso de trabalho”, sendo que
“trabalham muitas horas e descansam poucas”, o que conduz a baixas por
‘burnout’: “O ideal seria haver polícias suficientes no sentido de
fazerem o seu horário de serviço normal e poderem descansar o que está
destinado, mas a maioria das vezes não é assim.”A
nível nacional, as estruturas sindicais da GNR e da PSP estiveram
reunidas a 21 de julho com a ministra da Administração Interna, num
encontro de apresentação, tendo a tutela apontado para setembro a retoma
das negociações.À saída da reunião com
Maria Lúcia Amaral, as associações sindicais da GNR fizeram, na altura,
um balanço positivo, tendo os representantes da PSP apontado para a
urgência da retoma das negociações.Para
setembro mantém-se o caderno reivindicativo que tinha sido apresentado
já em janeiro, quando as negociações iniciadas pela anterior ministra da
Administração Interna foram suspensas devido à queda do Governo, e cujo
ponto principal de discussão é a revisão do estatuto remuneratório.