Agenda da Qualificação dos Açores superou metas no abandono escolar e jovens NEET
Hoje 16:56
— Lusa/AO Online
“A
Agenda gerou transformações em vários domínios e reúne condições para
entrarmos numa fase de aprofundamento, ou seja, de maturação da sua
estratégia. Podemos dar nota que temos uma estratégia que está em
consolidação e cujos resultados alcançados nos geram confiança”, afirmou
a secretária regional da Juventude, Habitação e Emprego em conferência
de imprensa.Maria João Carreiro falava em
Ponta Delgada na apresentação da avaliação intercalar da Agenda Regional
para a Qualificação Profissional, com o diretor regional da
Qualificação Profissional e Emprego, Renato Medeiros, e o investigador
Francisco Simões, coordenador da equipa científica.Segundo
a informação disponibilizada, a taxa de abandono escolar precoce passou
de 27% em 2020 para 19,8% em 2024, superando a meta fixada pela Agenda
para 2025 (25%).Já a taxa de jovens NEET
passou de 19,3% em 2020 para 12,1% em 2024 (quando a meta para 2025 era
de 15%), enquanto o peso dos desempregados de longa duração no
desemprego total caiu de 37,6% em 2020 para os 27,5% em 2024 (quando a
meta para 2025 era de 32%).“A Agenda
Regional da Qualificação Profissional é um referencial estratégico,
participado e inédito na nossa região, colocando no centro da agenda e
das políticas públicas a qualificação e a formação profissional”,
reforçou a secretária regional.O diretor
regional da Qualificação Profissional e Emprego, por sua vez, destacou o
cumprimento das metas da Agenda (que começou em 2022 e tem um horizonte
temporal até 2030), mas reconheceu existir um “caminho a percorrer” na
“qualificação de públicos vulneráveis” e na “implementação de processos
formativos” nas empresas açorianas.Renato
Medeiros destacou, também, que no âmbito da Agenda Regional para a
Qualificação Profissional decorreu uma “empreitada de requalificação
substantiva” na criação do Centro de Qualificação Profissional dos
Açores e a “modernização tecnológica” de “todas as 16 escolas
profissionais” da região.Já o investigador
do CIS-ISCTE Francisco Simões considerou que os “processos de avaliação
intermédia são absolutamente essenciais”, por existir um “pressuposto
de prestação de contas”, e alertou que os próximos tempos poderão
implicar um agravamento das condições socioeconómicas.“Temos
de pensar que o contexto que temos pela frente pode ser bastante
exigente do ponto de vista das qualificações e da situação económica.
Portanto, penso que essa avaliação vem numa altura importante”, realçou.A
Agenda Regional para a Qualificação Profissional – Valorizar os
Açorianos, criada em 2022, surgiu a partir dos contributos do Fórum
Regional da Qualificação Profissional, lançado em 2021.