Agências de viagens apelam a acordo que evite greve na easyJet
Hoje 17:39
— Lusa/AO Online
“De acordo com a informação atualmente disponível, a paralisação poderá afetar cerca de 80.000 passageiros e 500 voos apenas no primeiro período previsto, antes da definição dos serviços mínimos”, alerta a associação em comunicado.Os tripulantes da easyJet aprovaram na semana passada uma greve entre 2 e 6 de outubro e 19 e 23 de dezembro, em protesto contra a falta de estabilidade de escalas, o tratamento discriminatório relativamente à classe dos pilotos e nas compensações oferecidas em sede de Acordo de Empresa e a pressão para realização de horas extra para fins comerciais.Embora reconhecendo que “o direito à greve é inquestionável”, o presidente da ANAV, Miguel Quintas, salienta ser “fundamental garantir que os passageiros não ficam sem respostas e que os profissionais das agências de viagens têm condições para proteger as viagens dos seus clientes”.“A prioridade deve ser agora encontrar uma solução que minimize os impactos da paralisação e, idealmente, permita alcançar um acordo antes do seu início”, lê-se no comunicado.Neste sentido, a associação “apela à responsabilidade de todas as partes”, salientando que “estão em causa férias de famílias, compromissos pessoais e profissionais, viagens organizadas e o trabalho de milhares de profissionais do setor do turismo”.A ANAV considera igualmente “essencial que a comunicação aos passageiros seja feita com a maior antecedência possível e de forma individualizada”, sobretudo relativamente às viagens que se encontram dentro dos 14 dias anteriores à partida.“Quando uma viagem está próxima da data de partida, cada hora conta. É necessário saber rapidamente quais os voos afetados, quais as alternativas disponíveis e como podem ser protegidas as viagens organizadas”, sustenta Miguel Quintas, enfatizando que “as agências precisam de informação e de soluções operacionais concretas para poderem agir junto dos seus clientes”.A associação alerta ainda para o facto de a greve ocorrer “num período particularmente delicado do calendário, marcado por feriados e pela época de Natal, quando a procura de viagens aumenta significativamente e a capacidade de encontrar alternativas é naturalmente mais limitada”.Neste contexto, a ANAV reforça a importância de que “o diálogo entre as partes permita chegar a um entendimento” antes do início da paralisação e considera fundamental que, caso esta avance, “exista uma resposta operacional clara, atempada e coordenada que permita salvaguardar, tanto quanto possível, os direitos dos passageiros e das empresas e profissionais que trabalham para assegurar as suas viagens”.