Agência Europeia de Segurança Aérea fecha espaço aéreo europeu a Boeing 737 MAX
12 de mar. de 2019, 18:23
— Lusa/AO Online
Em comunicado
enviado à Lusa, a Agência Europeia de Segurança Aérea (EASA) sublinha
que, na sequência do acidente envolvendo o Boeing 737-8 MAX, da
Ethiopian Airlines, "toma todas as medidas necessárias para assegurar a
segurança dos passageiros"."Como medida de
precaução, EASA emitiu hoje uma diretiva, efetiva a partir das 19.00
GMT (mesma hora em Lisboa), suspendendo todos os voos de todos os Boeing
737-8 MAX e 737-9 MAX na Europa. Em complemento, a EASA emitiu Diretiva
de Segurança, efetiva à mesma hora, suspendendo todos os voos
comerciais realizados por operadores de países terceiros dentro, ou fora
da UE, dos modelos mencionados", pode ler-se na nota.Referindo
que a EASA "continua a analisar os dados sempre que são
disponibilizados", o regulador aéreo europeu afirmou que ofereceu
"assistência" para investigar o acidente.O
fecho do espaço aéreo europeu pela EASA surge na sequência de vários
países terem fechado o espaço aéreo a aeronaves Boeing 737-8 MAX.Irlanda,
França, Alemanha, Reino Unido, Austrália, Omã, Singapura, China,
Indonésia, Coreia do Sul e Mongólia proibiram, antes desta diretiva,
voos daquele modelo da Boeing nos seus espaços aéreos.Algumas empresas de aviação decidiram manter os Boeing 737-8 MAX em terra.Entre
as empresas que optaram por suspender os voos do Boeing 737-8 MAX estão
a Norwegian, o Icelandair Group, o Tui Grupo (a maior operadora de
turismo do mundo), a Aerolineas Argentinas, a Aeroméxico, a brasileira
Gol, a indiana Jet Airways, a marroquina Royal Air Maroc e a própria
Ethiopian Airlines. O Reino Unido foi o primeiro país europeu a suspender os voos do Boeing 737-8 MAX, seguido pela Alemanha. O
Boeing 737-8 MAX da Ethiopian Airlines despenhou-se no domingo de
manhã, poucos minutos depois de ter descolado de Adis Abeba para a
capital do Quénia, Nairobi.O acidente provocou a morte das 157 pessoas (149 passageiros e oito tripulantes) que seguiam a bordo.As
vítimas são de 35 nacionalidades e pelo menos 19 eram funcionários das
Nações Unidas, alguns dos quais iam participar numa cimeira dedicada ao
ambiente, em Nairobi.As ações da Boeing
caíram na segunda-feira 5,33% na bolsa de valores de Wall Street,
fazendo com que a sua capitalização no mercado tenha reduzido em quase
13 mil milhões de dólares. Os títulos do fabricante norte-americano
caíram hoje 2% na abertura da bolsa de valores.A
Boeing indicou hoje que irá atualizar o software de controlo de voo da
aeronave 737 MAX para "torná-lo ainda mais segura" antes de abril, data
limite que a Agência Federal de Aviação norte-americana (FAA, em inglês)
impôs.A empresa com sede em Chicago
(Illinois) disse num comunicado que começou a desenvolver uma
atualização de software com a FAA após o acidente do avião (mesmo
modelo) da Lion Air na Indonésia, em outubro de 2018, e que irá
aplicá-lo à sua frota "nas próximas semanas" e finalizado antes de
abril.