Agência Espacial Europeia aprova detetor espacial de ondas gravitacionais LISA
25 de jan. de 2024, 17:34
— Lusa
Deste modo, a ESA deu “luz verde” à
construção dos instrumentos e das naves espaciais necessárias para a
missão. Este trabalho começará em janeiro de 2025, assim que for
escolhido um empreiteiro industrial europeu, indicou o Conselho Superior
de Investigações Científicas (CSIC) de Espanha, que contribui para o
projeto.As três naves espaciais seguirão a
órbita da Terra à volta do Sol, formando um triângulo equilátero
preciso no espaço. Cada lado do triângulo terá 2,5 milhões de
quilómetros de comprimento (mais de seis vezes e distância entre a Terra
e a Lua) e as naves, cujo lançamento está previsto para 2035, trocarão
raios laser a essa distância.A missão LISA
vai detetar ondas gravitacionais, ondulações no tecido do espaço-tempo
causadas pela colisão de enormes buracos negros nos centros das
galáxias, o que permitirá rastrear a origem destes objetos, mapear o seu
crescimento até alcançarem milhões de vezes mais massa que a do Sol e
determinar o papel que desempenham na evolução das galáxias, segundo a
agência noticiosa espanhola EFE.A missão
foi criada para capturar o som gravitacional dos momentos iniciais do
universo, de acordo com as teorias atuais, e fornecer um vislumbre dos
primeiros segundos após o Big Bang.Como as
ondas gravitacionais contêm informações sobre a distância dos objetos
que as emitiram, a LISA também ajudará a calcular a mudança na expansão
do universo de modo diferente do que foi usado pela missão espacial
Euclides e por outros estudos, validando os seus resultados.Na
nossa galáxia, a Laser Interferometer Space Antenna poderá detetar a
fusão de objetos compactos, como anãs brancas ou estrelas de neutrões,
fornecendo uma visão única das etapas finais da sua evolução e, ao
identificar a sua posição e distância, melhorar a compreensão da
estrutura da Via Láctea.Liderada pela ESA,
a missão resulta de uma colaboração entre esta, as agências espaciais
dos seus Estados-membros (incluindo Portugal), a NASA e um grupo
internacional de cientistas, o consórcio LISA.