Aeronave da Azores Airlines parada desde outubro de 2024 retoma operação este mês
Hoje 11:49
— Lusa/AO Online
“A previsão atual
aponta para 20 de abril de 2026, podendo existir um ligeiro desvio
decorrente da calendarização da inspeção obrigatória a realizar pela
ANAC - Autoridade Nacional de Aviação Civil”, lê-se na resposta ao
requerimento, disponível na página da Assembleia Legislativa dos Açores.A
aeronave Airbus A321LR da Azores Airlines identificada com a designação
“Magical” está, desde 28 de outubro de 2024, no aeroporto de
Tarbes–Lourdes–Pyrénées, em França, onde se localiza o MRO Tarmac
Aerosave.Questionado pelo Chega sobre os
motivos que levaram ao estacionamento da aeronave em França, por um
longo período, o executivo açoriano (PSD/CDS/PPM) disse que se
encontravam em curso “diversos trabalhos de manutenção programada”.“A
situação da aeronave ‘Magical’ resulta de uma combinação de fatores
técnicos, programados e conjunturais, amplificados por atrasos
significativos na cadeia global de fornecimento de componentes
aeronáuticos, em particular peças críticas dos motores”, explicou.Segundo
o Governo Regional, a imobilização da aeronave decorreu de um “‘hard
landing’ [pouso forçado] ocorrido em 08 de outubro de 2024, no aeroporto
de Ponta Delgada, que motivou inspeções mandatórias, em conformidade
com os manuais do fabricante”.“Após estas
verificações, e com o suporte da Airbus, a aeronave foi declarada
operacional, embora limitada a um reduzido número de ciclos, até à
substituição preventiva de determinados componentes do trem principal
direito”, revelou.Além deste incidente, a
aeronave tinha programadas para o início de 2025 “a realização da
inspeção tipo C (Check-C) em simultâneo com a inspeção estrutural de
seis anos (6Y)”.Havia ainda a “necessidade
de remoção e intervenção oficinal dos dois motores, devido a sinais de
degradação de performance, concretamente a redução da margem de EGT
[medição da temperatura dos gases de escape do motor]”.Segundo
o executivo açoriano, esta paragem permitiu, por outro lado,
“imobilizar uma unidade sem prejuízo para a operação” no inverno
2024-25, já que neste período de menor atividade a companhia aérea
adequa a frota, recorrendo apenas a oito das 10 aeronaves que tem
disponíveis.“No inverno IATA [sigla em
inglês da Associação Internacional de Transporte Aéreo] 2024/25 a frota
disponível excedia as necessidades operacionais, sendo habitual
imobilizar aeronaves para trabalhos de manutenção mais prolongados. O
mesmo se verificou no inverno IATA 2025/26”, apontou.Já
no verão de 2025 o Governo Regional admitiu que a ausência temporária
do “Magical” implicou “ajustamentos ao planeamento de aeronaves e voos” e
“episódios pontuais” de substituição de uma aeronave A321neo para uma
aeronave A320neo, de menor dimensão.Questionado
sobre o custo estimado associado ao período em que aeronave esteve
parada, o executivo disse ainda não poder apresentar valores."Tendo
em conta que a inspeção Check-C ainda se encontra em curso, não é
possível apresentar, nesta fase, o custo final da
reparação/imobilização”, justificou.