A aerogare do aeroporto de Ponta Delgada irá ser alvo de obras em 2026
que visam a ampliação, em cerca de 30%, do espaço ar para aumentar a
capacidade de desembarque e para adicionar novas portas de desembarque,
afirmou ontem o presidente do Governo dos Açores.A afirmação foi
avançada a propósito de uma reunião ontem do Governo dos Açores com o
Conselho de Ilha de São Miguel, entidade que reportou, em memorando, e
na ocasião, “vários problemas que são mais emergentes”, relacionados com
a economia, mas também com a saúde, educação, segurança, e
acessibilidades (marítimas, terrestres e aéreas).Segundo o
presidente do Conselho de Ilha de São Miguel, é preciso investimentos no
aeroporto de Ponta Delgada, pois está “completamente estrangulado em
termos de acesso às pessoas e falta de comodidade”.Jorge Rita
considerou ainda ser necessária a ampliação do Porto de Ponta Delgada e
que é preciso uma revisão do atual modelo de transporte marítimo de
mercadorias que, na sua ótica, se revela ineficiente e muito oneroso
para as empresas e para os consumidores.Sobre os transportes
terrestres, o presidente do Conselho de Ilha de São Miguel defende a
alteração do modelo de transporte coletivos de passageiros, mas também
aponta a necessidade de realizar investimentos necessários na
conservação e melhoria nas vias terrestres.Aos jornalistas, Jorge
Rita sublinhou também ser preciso “reforçar os meios para a segurança
que neste momento não estão totalmente assegurados”, tendo alertado
também para a questão da toxicodependência cada vez mais visível na
ilha.Por sua vez, o presidente do Governo dos Açores salientou a
produtividade da reunião, “fruto”de uma “interação e de uma reflexão
profunda mais alargada com a participação em dialética entre os
respetivos membros do Governo, das áreas constantes do memorando, também
com a mesa do Conselho de Ilha [de São Miguel]”, que indicou as suas
prioridades, “que justificam uma reflexão conjunta com o Governo e as
suas políticas públicas”, frisou.Elencando uma destas preocupações,
nomeadamente a melhoria da aerogare do aeroporto de Ponta Delgada, o
governante afirmou que foi dado a conhecer o progresso relativamente aos
“compromissos e exigências perante a concessionária, que neste caso é a
ANA Vinci”.“Nós já explicámos, tal como o Conselho de Administração
da ANA Vinci nos apresentou, os planos que estão agora a ser
concretizados, algumas obras de conforto no espaço terra e aquelas que, a
partir de 2026, serão realizadas no espaço ar, designadamente mais
portas de desembarque”, declarou Bolieiro, frisando que algumas destas
obras já estão a ser realizadas, que têm mais a ver com a parte de
conforto, sendo que a outra empreitada, que consiste na ampliação em
30%no espaço ar da aerogare do aeroporto de Ponta Delgada irá arrancar
em 2026.Nesse sentido, constatou que o espaço onde hoje funciona a
sala VIP irá passar a ser um local para mais portas de desembarque.
“Depois, haverá zona em piso superior para a instalação de alguns
serviços e comércio”, prosseguiu.Na ocasião, o Governo dos Açores
também deixou nota de: “qual é o percurso e o entendimento que temos
relativamente ao Hospital Divino e Espírito Santo, que também foi uma
grande preocupação”.Para além disso, foi dada a conhecer uma
explicação relativa ao “estudo e ao planeamento” que está a ser
desenvolvido pelo executivo açoriano relativamente ao “transporte
marítimo de cargas e as capacidades” que estão a ser instaladas no Porto
de Ponta Delgada. “Bem como, também, o concurso que termina o prazo
de entrega de propostas para a concessão do transporte terrestre na
ilha de São Miguel”, explicou José Manuel Bolieiro, concluindo que, em
suma, está a ser feita uma partilha de informações quanto às matérias
que são, no entender do Conselho de Ilha de São Miguel, as “prioritárias
para São Miguel e, naturalmente, para os Açores”.