A
informação foi avançada pela CNN e confirmada pela Lusa junto de
fonte próxima do processo, que adiantou que o advogado Marco António
Amaro, nomeado pela Ordem dos Advogados, pediu escusa ao Conselho
Regional de Lisboa da Ordem dos Advogados. A 25 de fevereiro, o tribunal que está a julgar o processo Operação
Marquês pediu ao Conselho Regional de Lisboa (CRL) da Ordem dos
Advogados que nomeasse um defensor oficioso para José Sócrates, "a fim
de assegurar a continuidade da audiência sem mais sobressaltos",
atendendo às renúncias sucessivas de mandatários do ex-governante.Dois
dias mais tarde, aquele órgão designou "de forma aleatória e
automática" Marco António Amaro, conforme "o procedimento regulamentar,
legalmente enquadrado e aplicado de forma uniforme a todos os pedidos de
nomeação e defensor oficioso", precisou em comunicado o CRL.No
entanto, o órgão presidido por Telmo Guerreiro Semião salientou ainda
que não podia igualmente garantir que Marco António Amaro tenha
condições para "uma adequada preparação da defesa" no prazo de dez dias
indicado, a 25 de fevereiro, pelo Tribunal Central Criminal de Lisboa."Tais
questões decorrem do regime processual vigente e não são imputáveis, em
qualquer circunstância à conduta do CRL, ao qual incumbe, nos estritos
termos da lei, assegurar a nomeação e a notificação do defensor
designado - e apenas isso", concluiu o Conselho Regional.José
Sócrates, de 68 anos, está pronunciado (acusado após instrução) de 22
crimes, incluindo três de corrupção, por ter, alegadamente, recebido
dinheiro para beneficiar o grupo Lena, o Grupo Espírito Santo (GES) e o
'resort' algarvio de Vale do Lobo.No
total, o processo conta com 21 arguidos, que têm, em geral, negado a
prática dos 117 crimes económico-financeiros que globalmente lhes são
imputados.Os ilícitos terão sido
praticados entre 2005 e 2014 e, no primeiro semestre deste ano, podem
prescrever, segundo o tribunal, os crimes de corrupção mais antigos,
relacionados com Vale do Lobo.