Administrador Diocesano convoca açorianos à vivência de um Natal atento aos “pobres e angustiados”
24 de dez. de 2021, 12:19
— AO Online
“Um Natal que não desperte alegria,
ainda que no meio de situações difíceis e de necessidade, em
alguns casos agravados pela pandemia, que não seja de boa notícia
para os pobres e angustiados existencialmente não será um
nascimento de Jesus, mas simplesmente um aniversário festivo e
vazio” afirma citado em nota publicada no sítio da Igreja Açores.
“A mensagem de Jesus iniciada no
presépio, que passa pela mesa e pela cruz, é de esperança, de um
futuro melhor para quem vive marcado pela injustiça, pelo
desequilíbrio, pela desigualdade, pela fome, pela violência ou pela
solidão” sublinha o cónego Hélder Fonseca Mendes alertando que
não se trata de “uma mensagem moral ou sentimental” de ocasião,
que proponha “um dever ético e cívico a que todo o ser humano
pela sua própria razão se deve unir”.
“Natal é sobretudo a alegria de
conhecer, conviver, conversar, habitar e habituar-se a um Deus
próximo que se une a cada um nós no caminho de uma história,
partilhando os nossos desejos e preocupações, limites e
fragilidades, assegurando-nos assim um horizonte humanizador, com
futuro e eternidade, se lhe prestamos uma adesão de confiança”,
esclarece salientando que o Natal revela um “Deus que não se cansa
de nós, bate à nossa parte para entrar e cear connosco” e no
presépio, “vem assumir as realidades onde passamos os dias, nas
mais variadas e complexas situações de vida, que cada um de nós
pode estar a passar agora”.
O Administrador Diocesano lembra a este
propósito a singularidade do momento que a diocese atravessa, em
sede vacante (sem bispo), e pede a todos os cristãos que façam
deste momento uma afirmação de “maturidade” desta Igreja local.
“Este é um momento de transição
para darmos valor a tudo o que somos: às nossas gentes que tanto
amamos, às ilhas que no seu verde e nas suas rochas não nos cansam,
ao mar que rasga horizontes e profundidades desejadas e ainda não
totalmente alcançadas”, refere.
“Esta é uma oportunidade da
afirmação da nossa maturidade como Igreja Local nos Açores, em que
cada um é chamado a fazer bem e tudo o que lhe compete na sua casa,
no seu trabalho, no convívio, e na sua comunidade, caminhando juntos
em Cristo, em ordem ao Reino de Deus, que está já presente neste
mundo e vai para além dele”.