Administrador da SATA Bernardo Oliveira preside à Visit Azores de forma provisória
Hoje 11:43
— Lusa/AO Online
Em
comunicado enviado à agência Lusa, a Visit Azores adianta que Bernardo
Oliveira vai desempenhar funções “até à realização da próxima Assembleia
Geral eletiva, a realizar-se na primeira quinzena do mês maio”.O
“objetivo primordial” da designação é garantir a realização do
Congresso da DRV (Deutscher Reiseverband), que vai decorrer entre os
dias 15 e 19 de abril, em Ponta Delgada, com “mais de 350 agentes de
viagens e operadores turísticos alemães”, de acordo com a nota.“Trata-se
de uma iniciativa de elevada relevância estratégica para a região,
considerando o mercado alemão como um dos principais mercados emissores,
dirigida a profissionais do setor das viagens e do turismo, cuja
concretização se reveste de particular importância, nomeadamente no que
respeita à salvaguarda da imagem e reputação da região”, destaca a Visit
Azores.Segundo confirmou o próprio à
agência Lusa, Bernardo Oliveira não vai ser remunerado pelo exercício de
funções na Visit Azores e vai manter-se como administrador executivo na
SATA, onde é responsável pelas áreas comercial, marketing e
comunicação.A 26 de março, Luís Capdville anunciou a saída da presidência da Visit Azores, cargo que ocupava desde julho de 2024.“Saio
com a tranquilidade de quem deu tudo o que tinha para dar aos Açores e
com as condições disponíveis. O destino Açores continuará a afirmar-se
no mundo porque a sua maior força é aquilo que nunca poderá ser
replicado: a sua identidade”, escreveu Luís Capdville na rede social
‘Linkedin’.A 17 de março, a Polícia
Judiciária (PJ) realizou uma operação policial nos Açores e em Lisboa,
no âmbito de um inquérito por “suspeitas do favorecimento de uma
companhia aérea por parte de uma entidade pública” e constituiu cinco
arguidos.Fonte do executivo adiantou à
agência Lusa que as buscas foram realizadas nas instalações da Direção
Regional do Turismo (em Ponta Delgada e na Horta) e na Direção Regional
do Planeamento e Fundos Estruturais (Angra do Heroísmo).Em
causa estão atos cometidos pela Visit Azores através da alegada
“adjudicação indevida de contratos financiados pelo Programa Operacional
dos Açores 2030”.