Administração Trump e companhias aéreas acordam apoio a clientes e funcionários da Spirit
Hoje 18:34
— Lusa
Em comunicado, o secretário dos Transportes, Sean Duffy, informou que, após conversações com a American Airlines, a United, a Delta, a JetBlue, a Southwest, a Allegiant, a Frontier, a Avelo e a Breeze, foi acordado prestar apoio de diversas formas aos passageiros da Spirit, uma companhia aérea de baixo custo.De acordo com o comunicado de Duffy, a United, a Delta, a JetBlue e a Southwest estão a oferecer preços especiais aos clientes da Spirit que precisem de remarcar os voos que tenham sido cancelados, para o que estes deverão fornecer, no mínimo, o número de confirmação do voo e o comprovativo de pagamento.Cada companhia aérea ofereceu um prazo limitado para essa ação.Duffy indicou ainda que, para os clientes preocupados com o aumento dos preços dos bilhetes, a American Airlines e a Delta Air Lines oferecem tarifas reduzidas nas rotas da Spirit com maior procura.A Allegiant comprometeu-se também a congelar os preços nas rotas que coincidem com as que a Spirit operava, enquanto a Frontier está a oferecer até 50% de desconto em toda a sua rede até 10 de maio.A Avianca anunciou, por sua vez, na sua página da rede social X, a opção de regresso sem cobrança de tarifa aérea aos passageiros da Spirit que tenham de regressar ao seu destino.O acordo do Departamento de Transportes para os funcionários com a maioria das companhias aéreas consiste em levá-los de volta a casa, bem como em entrevistas de emprego com preferência.A Spirit surpreendeu na sexta-feira ao anunciar que irá cessar as operações após o fracasso de um acordo de resgate governamental de 500 milhões de dólares.Duffy culpou hoje, num comunicado, a anterior administração do democrata Joe Biden por “bloquear a fusão entre a JetBlue e a Spirit em 2024”.“Viraram as costas ao consumidor e à nossa valiosa força de trabalho do setor da aviação”, afirmou.Em janeiro de 2024, um juiz federal rejeitou a oferta de 3,8 mil milhões de dólares, ao determinar que a fusão reduziria a concorrência e aumentaria as tarifas.A companhia aérea, com sede na Flórida e que continuou a operar ao abrigo da lei de falências, voava dos EUA para as Caraíbas e para um grande número de destinos na América Latina, entre os quais Porto Rico, República Dominicana, Honduras, Peru, México, Colômbia e Costa Rica.A companhia aérea anunciou em agosto passado que recorreu pela segunda vez num ano à lei de falências do país, após uma tentativa falhada de reorganização. A sua primeira declaração de falência ocorreu em novembro de 2024.O presidente e diretor executivo da empresa, Dave Davis, afirmou que o encerramento se deveu ao “aumento repentino e sustentado dos preços dos combustíveis nas últimas semanas”, o que não deixou à empresa “outra alternativa senão proceder a uma liquidação ordenada da companhia”, refere o jornal The Hill.