Adiamento de decisão sobre as Lajes permite ganhar tempo

11 de dez. de 2013, 15:02 — Lusa/AO online

  “É um adiamento, não estamos obviamente perante um retrocesso do processo tal como estava anunciado. O que ganhámos foi tempo. O que é bom. Já não é mau”, afirmou João Ormonde. João Ormonde considerou ainda que "funcionou a diplomacia" e "valeram a pena todos os esforços", também do "Governo Regional e de organizações que se juntaram por esta causa nos Estados Unidos". “Vamos ter agora sim alguma serenidade, algum tempo para continuar, junto das diferentes entidades relacionadas com este processo, a influenciar de alguma forma alterações e travar, na medida do possível, o processo”, frisou. A redução que está proposta pelos Estados Unidos da América (EUA) "é definitivamente, do ponto de vista económico e social, qualquer coisa de catastrófica para a ilha Terceira", sublinhou. A Câmara dos Representantes e o Senado norte-americanos anunciaram na noite de terça-feira um acordo orçamental, que adia a decisão sobre a redução da presença na Base das Lajes, na ilha Terceira, até à divulgação de um relatório. Antes deste acordo, os norte-americanos previam uma redução do seu contingente das Lajes em mais de 400 militares e 500 familiares com efeitos em 2014. O projeto-lei tem agora de ser aprovado na Câmara dos Representantes e no Senado, onde na terça-feira foi anunciado um acordo orçamental entre os partidos democrata e republicano para viabilizar o orçamento federal e evitar nova paralisia dos serviços. "Como há um acordo entre os dois partidos, o orçamento deve seguir de imediato para votação", explicou à agência Lusa o presidente da National Organization of Portuguese Americans (NOPA), Francisco Semião, o que significa que a questão das Lajes terá de esperar. O relatório mencionado está a ser conduzido desde o início do ano e deve ser divulgado na primavera do próximo ano. "O secretário de Defesa deve certificar os comités de Defesa do Congresso antes de qualquer ação sobre o realinhamento das forças na Base Aérea das Lajes, nos Açores, cuja ação encontra suporte no Relatório de Avaliação das Infraestruturas Europeias", informa o acordo. "Essa certificação deve incluir uma avaliação específica da Base das Lajes, nos Açores, no apoio às forças norte-americanas além-mar", conclui o texto.