Adiado para quarta-feira plenário do parlamento dos Açores
16 de out. de 2017, 19:20
— LUSA/AO online
Em comunicado, o
parlamento regional esclarece que, “tendo sido decretado três dias de
luto nacional devido aos incêndios que assolam o país”, e considerando
que o período legislativo de outubro se iniciava na terça-feira, pela
qual os deputados regionais já se encontram na Horta, “a conferência de
líderes deliberou iniciar os trabalhos” no dia seguinte, às 15:00 locais
(mais uma hora em Lisboa) e apenas com a ordem do dia.Segundo a
Assembleia Legislativa, com sede na Horta, ilha do Faial, os trabalhos
vão começar "com a leitura de um voto de pesar, subscrito por todos os
grupos e representações parlamentares, seguido de um minuto de silêncio"
pelas vítimas dos incêndios.O Governo aprovou hoje por via
eletrónica, em Conselho de Ministros extraordinário, o decreto que
declara luto nacional nos dias de terça-feira, quarta-feira e
quinta-feira como forma de pesar e solidariedade pelas vítimas dos
incêndios."O Conselho de Ministros aprovou hoje, por via
eletrónica, o decreto que declara luto nacional nos dias 17, 18 e 19 de
outubro como forma de pesar e solidariedade com toda a população
nacional na sequência dos fogos florestais que atingiram vários pontos
do país, provocando perda irreparável de vidas humanas", lê-se no
diploma ao qual a agência Lusa teve acesso.As centenas de
incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo
as autoridades, provocaram pelo menos 36 mortos e dezenas de feridos,
além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e
a cortar o trânsito em dezenas de estradas.O primeiro-ministro,
António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade
pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a
mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos
bombeiros no combate aos incêndios.Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.Esta
é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano,
depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros
municípios e que provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.