Adesão à greve dos trabalhadores dos CTT nos turnos da noite foi de 80%
21 de dez. de 2017, 10:58
— Lusa/AO online
Em
declarações à agência Lusa às 08:15, Vítor Narciso adiantou que a
adesão à greve de dois dias, por melhores condições de trabalho e pela
salvaguarda dos postos de trabalho, atingiu já de forma significativa os
turnos que tiveram início às 21:00 e às 22:00 de quarta-feira e às
00:00 de hoje.“Quando
se iniciou o turno da noite a adesão estava em 80% nas três centrais de
correio: Lisboa, Porto e Coimbra. As perspetivas para os turnos da
manhã são boas. Só vamos ter dados mais tarde, porque temos de verificar
cerca de 900 locais de trabalho”, disse.Contactada pela Lusa, a empresa remeteu dados para mais tarde.Na
terça-feira os CTT, que empregam 12 mil trabalhadores, dos quais cerca
de sete mil são da área operacional (rede de transportes, distribuição e
carteiros), divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução
de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de
três anos, devido à queda do tráfego do correio.De
acordo com o SNTCT, a Comissão Executiva dos CTT informou os
representantes dos trabalhadores de que pretende reduzir o número de
trabalhadores, entre 600 e 700, durante os próximos três anos, com
especial incidência em 2019 e 2020.O SNTCT lembrou que o pessoal foi sendo reduzido de tal forma que a qualidade do serviço está posta em causa. No
arranque da greve, na quarta-feira à noite, estiveram junto à central
de distribuição em Cabo Ruivo, em Lisboa, a prestar solidariedade aos
trabalhadores, o secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, e o
secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, e o secretário-geral da UGT,
Carlos Silva, bem como o deputado do Bloco de Esquerda, José Soeiro.A
paralisação foi também convocada pelo Sindicato Democrático dos
Trabalhadores dos Correios, Telecomunicações, Media e Serviços
(SINDETELCO), filiado na UGT.