Adesão à greve dos técnicos de diagnóstico e terapêutica superior a 80%
28 de out. de 2024, 12:12
— Lusa/AO Online
Os técnicos
superiores de diagnóstico e terapêutica iniciaram às 00h00 de hoje uma
greve de quatro dias para exigir respostas às suas reivindicações, um
protesto convocado por três sindicatos que será marcado por uma
manifestação na terça-feira à tarde em frente ao Ministério da Saúde.Fazendo
um primeiro balanço da greve, quando ainda estão a ser recolhidos
dados, o presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de
Diagnóstico e Terapêutica (STSS), Luís Dupont, afirmou que “é
extremamente encorajador para aquilo que tem sido a reivindicação destes
profissionais”.“Há uma boa adesão à
greve, com números que rondam para cima dos 80% e estamos a falar de uma
greve de quatro dias, portanto, uma greve bastante prolongada, com
consequências que lamentamos que estejam a acontecer, nomeadamente, a
desmarcação de muitos exames a nível nacional”, afirmou o dirigente
sindical.Segundo Luís Dupont, estão a ser
garantidos os serviços mínimos de apoio aos serviços de urgência e
tratamento dos doentes oncológicos.Adiantou
que a adesão à greve corresponde às expectativas dos sindicatos, devido
ao descontentamento dos profissionais de saúde perante a falta de
resposta do Governo às suas reivindicações.“Existe
um conjunto de matérias em que havia o compromisso do Governo de
esclarecer, por exemplo, a famosa questão de atribuição de pontos que
resulta da avaliação de desempenho que devia ter ficado esclarecida até
ao fim de agosto. Era esse o compromisso do Governo”, assinalou o
sindicalista.Luís Dupont referiu que mais
de 60% das instituições já “aplicaram bem os pontos” e há outras que
ainda não aplicaram, o que disse ser “incompreensível para os
trabalhadores”.Há também a questão do
protocolo negocial, que inclui matérias como a atualização da tabela
salarial, “no âmbito daquilo que é a revalorização das tabelas que
resulta de serem técnicos superiores” e que foi feita para a grande
maioria das carreiras.O presidente do STSS
realçou ainda que há “um conjunto de injustiças” como o pagamento de
retroativos que “não é igual para todos” e de inversões de posições
remuneratórias.“O Governo tinha-se
comprometido ainda em setembro em assinarmos um protocolo negocial que
incluía essas matérias todas e aquilo que temos agora no fim de outubro é
que não há qualquer resposta ao pedido de reunião, ao diálogo, que
pretendemos estabelecer com o Governo, e que não existe neste momento e,
portanto, é este o descontentamento e é esta a resposta que os
profissionais estão a dar”, declarou o presidente do STSS.Com
esta paralisação, podem não se realizar exames complementares de
diagnóstico, tais como análises clínicas, ecografias, raios X, entre
outros, bem como atividades nas áreas da terapêutica, nomeadamente
farmácias hospitalares, fisioterapia, terapia da fala ou terapia
ocupacional. A greve, que termina às 24h00
de quinta-feira, foi convocada pelo STSS, pelo Sindicato dos Técnicos
Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (Sindite) e pelo Sindicato Dos
Trabalhadores Da Administração Publica (Sintap).