Adesão à greve dos profissionais de saúde com pouca expressão nos Açores
24 de nov. de 2017, 18:32
— Lusa/AO online
Segundo
dados recolhidos pela secretaria regional da Saúde dos Açores, até às
14:00 (hora local, mais uma em Lisboa) foi no Hospital do Divino
Espírito Santo de Ponta Delgada que se registou maior adesão à greve,
com 22 por cento.No
Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira a adesão registada foi de
21%, enquanto no Hospital da Horta apenas 16% de funcionários fizeram
greve.Nos
centros de saúde, a adesão foi mais baixa, segundo o Governo Regional,
tendo-se registado 0% de adesão em quatro ilhas (Corvo, Flores, Graciosa
e Santa Maria).A
greve teve maior impacto na Unidade de Saúde (USI) da ilha de São
Jorge, com 21%, seguida da USI do Faial, com 10%, e da USI do Pico, com
oito por cento. Na
ilha de São Miguel, os centros de saúde registaram uma adesão à greve
de apenas 5% e nos da ilha Terceira a greve rondou os dois por cento. O
coordenador da CGTP/Açores, João Decq Mota, admitiu que a adesão ficou
aquém do esperado, mas justificou os números baixos com a recente greve
da função pública."A
greve tem muitas razões e justas, mas os trabalhadores fizeram uma
greve no dia 27 de outubro em que o setor da saúde aderiu em massa.
Quando estamos a falar de uma esmagadora maioria de trabalhadores que
ganha pouco, um dia de salário faz uma diferença grande", salientou, em
declarações à Lusa.João
Decq Mota não tinha todos os dados contabilizados, mas apresentou
números semelhantes aos divulgados pelo executivo açoriano, como uma
adesão de 30% no Hospital de Ponta Delgada.Segundo
o dirigente sindical, no Hospital da Horta alguns serviços tiveram
adesão a 100% entre os assistentes operacionais, como o bloco
operatório, a pediatria ou o laboratório, mas a greve não provocou o
encerramento destes serviços. Questionado pela Lusa, o coordenador da UGT/Açores disse não ter números sobre a adesão à greve.Os
profissionais de saúde iniciaram às 0:00 um dia de greve, convocada
pelas estruturas da UGT (FESAP) e da CGTP-IN (Frente Comum).Em
causa está a valorização das carreiras dos assistentes técnicos
(administrativos) e assistentes operacionais (auxiliares) e a falta de
acordo coletivo de trabalho para 40 mil profissionais de saúde com
contratos individuais de trabalho, mas que não beneficiam do
descongelamento das carreiras, nem têm horário semanal de 35 horas,
sobretudo dos hospitais EPE (Entidades Públicas Empresariais).