Acusados de matar e decapitar mulher em silêncio no tribunal de Matosinhos
8 de jan. de 2020, 13:46
— Lusa/AO Online
A vítima foi
esquartejada e a sua cabeça foi encontrada em março de 2019 numa praia
de Leça da Palmeira, Matosinhos, dentro de um saco de plástico.Os
arguidos levados a julgamento a um tribunal coletivo de Matosinhos são
um homem paquistanês e uma mulher tailandesa, que exploravam uma casa de
massagens, tendo a vítima por colaboradora.Estão acusados pela prática, em coautoria, de um crime de homicídio e de um crime de profanação de cadáver.De
acordo com a acusação, “o arguido e a arguida mataram a dita
colaboradora tailandesa, após o que cortaram o cadáver aos pedaços,
decapitaram-no e colocaram no congelador pelo menos a cabeça”, em factos
situado entre 28 de dezembro de 2018 e 07 de março de 2019.Depois
do homicídio, relata o processo, “desfizeram-se dos pedaços de cadáver,
deixando a cabeça acondicionada num saco plástico, dentro ou ao lado de
um contentor colocado no areal da praia de Leça da Palmeira”, no
concelho de Matosinhos.A cabeça de mulher
foi encontrada cerca das 10:00 de 07 de março de 2019 na praia de Leça
da Palmeira, dentro de um saco de plástico, de acordo com relatos feitos
na altura por fonte dos Bombeiros de Matosinhos/Leça.Cerca
de um mês depois, em 05 de abril, a Polícia Judiciária (PJ) deteve,
como alegada autora do crime, uma massagista de 52 anos e de
nacionalidade tailandesa. Já em 15 de agosto deste ano, a PJ anunciou a
detenção de um suspeito da autoria material do homicídio qualificado e
da profanação de cadáver. Em comunicado
então divulgado, a Diretoria do Norte da PJ explicou que o homem, de 32
anos, foi detido “na fronteira da Turquia com a Grécia” e é um cidadão
paquistanês para quem a vítima trabalhava, que “se ausentou” de Portugal
“logo que foi noticiado o aparecimento da cabeça” da mulher.O
homicídio e decapitação da vítima relacionam-se com uma alegada dívida
da arguida à vítima de 10 mil euros, “que esta insistia em ver saldada”,
esclareceu, em comunicado, após deter a suspeita, a Diretoria do Norte
da PJ.O julgamento tem já sessões marcadas até 28 de janeiro.