Acreditar lança campanha sobre impacto do cancro pediátrico nas famílias
1 de set. de 2022, 09:20
— Lusa/AO Online
Em comunicado, a Acreditar adianta que durante
o mês de setembro, no âmbito da campanha “Setembro Dourado” que decorre
por todo o mundo, vai promover várias ações de sensibilização para a
doença e o seu impacto nas famílias.“Setembro
é o mês Internacional de Sensibilização para o Cancro Pediátrico,
momento muito especial para as organizações que, em todo o mundo, apoiam
as crianças e jovens com cancro e suas famílias. O laço dourado é
símbolo da força, coragem e resiliência destas crianças e jovens”,
refere a Acreditar.Com esta iniciativa, a
Acreditar - Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro pretende
promover o conhecimento sobre a doença e a realidade com que se
confrontam as crianças, os jovens e as suas famílias.No
âmbito da campanha, são organizadas atividades chamadas de “momentos
dourados” que incluem andar, correr, andar de bicicleta, piqueniques, um
quiz ‘online’ e recolha de fundos e donativos.Na
nota, a Acreditar lembra que apesar de ser uma doença rara, o cancro
continua a ser a causa de morte mais frequente por doença em idade
pediátrica.“Na sobrevivência, as sequelas
decorrentes da doença e dos tratamentos são responsáveis por menos
qualidade de vida em dois terços dos sobreviventes. Nas famílias, o
diagnóstico traz alterações profundas às suas dinâmicas”, refere a
Acreditar.A associação realça que as
famílias sofrem mudanças radicais na sua organização: pais que deixam de
trabalhar para acompanhar os filhos doentes e licenças que levam a
perdas de rendimentos.Destaca igualmente
que a Casa Acreditar Lisboa (que acolhe, gratuitamente, as famílias que
vivem longe enquanto as crianças fazem tratamentos no Instituto
Português de Oncologia) foi alvo de obras e tem agora disponíveis 32
quartos (anteriormente tinha 12).A maior parte das pessoas que passam pela Casa de Lisboa vêm da Madeira, Açores, Algarve e Alentejo. Recebe
igualmente as crianças que vêm dos Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa (PALOP), ao abrigo dos acordos de cooperação com o Estado,
encontrando-se ainda uma família vinda em fuga da Ucrânia.Pela Casa Acreditar de Lisboa já passaram 1.695 famílias desde que entrou em funcionamento, em 2002.