Açores vão rever regime de comparticipação na recuperação da habitação degradada
27 de nov. de 2017, 19:24
— Lusa/AO Online
“Em
função do trabalho de diagnóstico realizado no âmbito da definição da
Agenda para a Habitação nos Açores já são detetáveis algumas medidas que
releva antecipar, na medida em que concorrem diretamente para a
estabilização dos orçamentos familiares”, afirmou Andreia Cardoso,
adiantando que “para cumprimento” deste objetivo torna-se “imperativa a
revisão do regime de comparticipação na recuperação de habitação
degradada”.A
governante discursava na Assembleia Legislativa Regional, na Horta, ilha
do Faial, onde hoje começou o debate das propostas de Plano e Orçamento
regionais para 2018.Na
ocasião, Andreia Cardoso justificou que se trata “de um regime legal
que já conta com 15 anos de existência, pese embora alvo de três
alterações pontuais, pelo que urge proceder a novas alterações que
possibilitem fazer face aos novos desafios que se colocam às famílias e à
administração pública regional, nomeadamente por força do impacto que o
incremento no alojamento local na região tem provocado no mercado de
arrendamento”.Para
a governante, torna-se, por isso, “perentório fomentar a reconversão de
imóveis devolutos em fogos suscetíveis de integrar o mercado de
arrendamento”, sendo que será alargado “o âmbito de aplicação dos apoios
instituídos à recuperação de habitação degradada aos proprietários de
imóveis que estejam devolutos e que, comprovadamente, não tenham
condições de o reabilitar”.Andreia
Cardoso garantiu ainda que o executivo nos documentos orçamentais
procura assegurar “uma via de aceleração do crescimento por via da
inclusão social”, sendo que neste trabalho, destacam-se “dois grandes
instrumentos norteadores”, a Estratégia Regional de Combate à Pobreza e à
Exclusão Social, que será apresentada e colocada à consulta da
população no próximo mês, e a Agenda para a Habitação, a apresentar em
2018.Neste
caminho, o Governo Regional quer ser acompanhado pelos parceiros, como é
exemplo o acordo base assinado a semana passada, com efeitos
retroativos a janeiro, entre as estruturas regionais representativas das
Misericórdias e instituições particulares de solidariedade social.Referindo
que a verba proposta para a sua tutela é “superior a 58 milhões de
euros”, Andreia Cardoso destacou os investimentos em estruturas de
natureza intergeracional ou para vítimas de violência doméstica e
pessoas sem abrigo.“2018
assistirá ao início das obras do Centro de Paralisia Cerebral, do
Centro de Apoio à Deficiência e do Centro de Atividades Ocupacionais da
Associação Seara do Trigo, dando, assim, corpo ao substancial reforço do
nosso orçamento para o apoio ao público com necessidades especiais,
mas, sobretudo, às necessidades identificadas, de facto, nesta área, não
apenas pelos nossos parceiros, mas, especialmente, pelas famílias
açorianas que precisam de apoio nesta área e que verão criadas e
requalificadas mais de duas centenas de vagas nestas respostas sociais”,
realçou ainda.