Açores vão recorrer aos militares no processo de vacinação
Covid-19
6 de mai. de 2021, 09:02
— Lusa/AO Online
“O processo de
vacinação está a ter um incremento, que já tinha sido iniciado nas
últimas semanas, mas vamos avançar ainda mais. O Hospital Divino
Espírito Santo, em Ponta Delgada, vai passar a vacinar, os militares vão
passar a vacinar. Temos aqui um processo de incremento de toda a
vacinação”, declarou o governante.Clélio Meneses falava em Ponta Delgada, após ter reunido com o Conselho Médico da Ordem dos Médicos nos Açores.O
secretário regional disse que no Plano e Orçamento da região para 2021
está prevista uma “norma especifica para contratar em prestação de
serviços mais profissionais de saúde para o processo de vacinação e
testagem” no contexto da pandemia da Covid-19.“Envolvendo
mais pessoas na operação logística da vacinação pretendemos que esse
processo decorra ainda [de forma] mais célere com cada vez mais rigor
para que ultrapassemos esse problema”, apontou.O
governante alertou para a importância da vacinação contra a Covid-19,
revelando que na ilha do Faial, no passado fim de semana, existiram
cerca de 20% de pessoas que recusaram receber a vacina.“Temos
informação de que houve cerca de 20% de recusas o que é preocupante. O
que pretendemos é que as pessoas se vacinem o mais possível. Ao mesmo
tempo, temos informação de um caso dos óbitos que aconteceram nos Açores
com Covid-19 foi uma pessoa que recusou a vacina”, revelou.Clélio
Meneses disse ainda que irá passar a existir uma “estratificação
semanal etária” das pessoas vacinadas no arquipélago, para assegurar a
“transparência” no processo de vacinação regional.“Vai
passar a haver uma estratificação semanal etária para que não haja
dúvidas de quem é vacinado. Estamos a introduzir um conjunto de
critérios de rigor, de transparência, de objetividade para que este
processo decorra o melhor possível”, apontou.O
secretário regional da Saúde disse ainda estar prevista a chegada aos
Açores de 130 mil doses da vacina contra a Covid-19 até ao final de
junho.A responsável pela Ordem dos Médicos
nos Açores, Margarida Moura, enalteceu o aumento dos profissionais no
processo de vacinação e apelou à vacinação em massa da população.“Houve
muita desinformação relativamente aos perigos da vacina. Nós temos
sempre feito esse apelo junto da população: os riscos são mínimos
comparado com os riscos da vacina. Todos os medicamente tem efeitos
secundários e os da vacina são mínimos”, afirmou.