Açores são rampa de lançamento de triatlo disputado em três dias
13 de mar. de 2019, 19:30
— Lusa/AO Online
A prova
Azores Triton World Series, apresentada, esta quarta-feira, na Bolsa de Turismo de
Lisboa (BTL), ocorre de 18 a 20 de outubro, em locais distintos de São
Miguel, adiantou à agência Lusa um responsável da blueorange agency, que
está a organizar o evento.O Triton World
Series é uma competição baseada nas modalidades do triatlo - natação,
ciclismo e corrida - mas, “a diferença principal, é que deixa de ser em
sequência e sem paragem de cronómetro, como é o triatlo, e passa a ser
realizada em três dias”, explicou Paulo Leite.“A
vantagem que esta prova tem, também, é que, como ela não acontece em
sequência, permite-nos levar o evento a vários pontos da ilha”, afirmou o
responsável.Assim, a prova de natação vai
ser disputada no primeiro dia, em Vila Franca do Campo, segue-se o
ciclismo, no concelho da Ribeira Grande, e a corrida será feita, no
último dia, nas Cumeeiras, no complexo vulcânico das Sete Cidades, um
dos pontos turísticos de maior interesse do concelho de Ponta Delgada.“A
divisão das modalidades pelos dias permite, àquelas pessoas que estão a
iniciar, ter interesse em participar, porque têm tempo para descansar
entre uma modalidade e outra” e, “por outro lado, também tem divisões
para atletas profissionais que podem, pela primeira vez, fazer as três
provas na velocidade máxima, porque podem descansar” entre cada setor,
considerou Paulo Leite.Os atletas podem
optar por participar em apenas uma ou duas das três vertentes
disponíveis, porque são três provas individuais, explicou.As
etapas incluem distância curta (1,5 km de natação, 50 km de bicicleta e
10 de corrida), média (3 de natação, 100 de bicicleta e 20 de corrida) e
longa (4,5 de natação, 150 de bicicleta e 30 de corrida).No último dia, são contabilizados os tempos de todas as provas e obtém-se o resultado final da etapa.O
Triton World Series tem um plano de expansão a quatro anos, que começa
com a primeira etapa dos Açores, em outubro, e que prevê a entrada do
Brasil e da Espanha, em 2020, e da Nova Zelândia, em 2021.Até
2022, prevê-se a realização de nove eventos anuais, em diferentes
países, sendo que, em 2023, já se deverá realizar, para além das nove
etapas, uma final mundial.A organização
está, neste momento, em negociação com a Arábia Saudita, para uma prova
no Mar Vermelho, com as Filipinas, o Chipre e o Canadá.“Estes
eventos, pela sua natureza, de desportos de resistência, atraem muita
gente de muitos países, que, normalmente, gostam de associar esta
componente desportiva à vertente do destino e da experiência”, assegurou
Paulo Leite, acrescentando que, “ao mesmo tempo que estes eventos
vendem o destino, vendem a região, a região também ajuda a vender o
evento”.Baseando-se nas estatísticas que
recolheu ao longo dos dez anos em que organizou o Triatlo de Lisboa,
atualmente Challenge Lisboa Triathlon, estima que esta prova consiga
trazer à região entre dois mil a quatro mil atletas, um investimento
que, diz, poderá trazer “entre 2,4 a 6,5 milhões de euros de retorno
direto para os Açores”.