Clélio Meneses, que fez hoje, em Angra do
Heroísmo, na ilha Terceira, um ponto de situação da pandemia de
covid-19, afirmou que a média nacional é de 98 casos por 100 mil
habitantes, enquanto nos Açores o valor foi de 28 casos, ou seja, “60%
inferior ao nível nacional”.O titular da
pasta da Saúde apontou também que, enquanto nos Açores registaram-se 40
óbitos, no país este valor atingiu os 17.613.A
taxa de letalidade (o número de óbitos por casos) foi em termos
nacionais de 17,4 óbitos por mil casos, enquanto na região o valor foi
de 4,7, um “nível 70% inferior ao nacional”, disse.Ainda
de acordo com o governante, foram realizados “mais testes nos Açores
[2,8 por habitante, em média] do que no resto do país [1,7]”, sendo que,
na região, “em grande parte do tempo e na maior parte do território,
escolas e estabelecimentos de restauração e bebidas estiveram abertos”.“Os Açores foram a primeira região do país a ter espetáculos desportivos e culturais com público”, lembrou Clélio Meneses. A região vai, entretanto, manter o teste interilhas para quem sai da ilha de São Miguel.Relativamente
à adoção do certificado digital de vacinação nos restaurantes, como era
pretensão dos responsáveis da restauração nos Açores, o governante
considerou que “não é admissível nesta fase”, tendo salvaguardado que
esta solução “para todos os restaurantes, a todo o tempo, não está em
cima da mesa”.Clélio Meneses recordou que,
no continente, a exigência do certificado digital é feita nos fins de
semana e em espaços interiores, mantendo-se nos Açores esta
obrigatoriedade apenas para as discotecas.Questionado
sobre a continuidade do uso de máscara, o secretário regional da Saúde
salvaguardou que essa é uma competência da Assembleia da República, que
vai apreciar a matéria em meados de setembro, “não competindo ao Governo
Regional manter a sua obrigatoriedade”.O responsável admitiu, contudo, que “ainda não é prudente deixar o uso de máscara”.Quanto
aos centros de vacinação contra a covid-19, Clélio Meneses adiantou que
vão “deixar de funcionar como até aqui”, prevendo-se a criação de
postos móveis.Além disso, haverá alteração
de critérios relativos ao isolamento profilático e aos casos positivos,
que serão posteriormente anunciados, determinando-se que “o tratamento a
dar aos contactos de casos positivos é diferente consoante se esteja em
ilhas de transmissão, tendo em conta o nível de risco, e se esteja ou
não vacinado”.“O caminho é quando alguém
que esteja vacinado e seja um contacto de alto risco não tem que ficar
em isolamento, pode fazer um teste ao sexto ou sétimo dia e, se for
positivo, fica em confinamento. Se não for, fica em autovigilância,
apenas percebendo se tem algum tipo de sintomatologia que exija algum
tipo de cuidados acrescidos”, explicou.